Polícia

Justiça solta acusado de matar gato queimado em churrasqueira

A Justiça concedeu liberdade provisória ao jovem preso em flagrante, neste sábado (16), acusado de matar um gato encontrado queimado dentro de uma churrasqueira em um condomínio residencial de Garça. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste domingo (17).

O caso ganhou grande repercussão após o animal ser localizado morto na área de lazer de um condomínio no bairro Williams, na manhã da última sexta-feira (15). A ocorrência foi registrada como crime ambiental por maus-tratos a animal com resultado morte.

Durante a audiência, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva, enquanto a defesa solicitou liberdade provisória. O juiz Paulo Gustavo Ferrari entendeu, porém, que não estavam presentes os requisitos necessários para a manutenção da prisão cautelar.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi identificado por meio de imagens do sistema de monitoramento do residencial e acabou preso em flagrante.

As investigações apontam que o porteiro do condomínio encontrou o gato queimado dentro de uma churrasqueira durante ronda de rotina. Próximo ao local, policiais localizaram uma garrafa com óleo de cozinha e um galão com aparentes vestígios de substância combustível.

Ainda conforme a apuração, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o investigado aparece segurando o animal pela cauda e o arremessando repetidamente contra paredes e outras superfícies do condomínio.

Na sequência, ele teria colocado o gato em uma caixa de papelão e seguido para uma área sem cobertura de câmeras, onde o animal foi posteriormente encontrado queimado.

A Polícia Civil informou ainda que gravações posteriores mostram o suspeito retornando ao local com uma garrafa de óleo e papéis.

‘Elevada gravidade’

Na decisão, o magistrado reconheceu a “elevada gravidade” e a “altíssima carga de reprovabilidade” da conduta atribuída ao investigado, mas considerou que o acusado é primário, possui endereço fixo e exerce atividade lícita, circunstâncias que afastariam, neste momento, a necessidade da prisão preventiva.

Com isso, a Justiça homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória sem pagamento de fiança. O acusado deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer a todos os atos do processo e não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. A pena para maus-tratos a animais com resultado morte pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Discussão por notificação da Zona Azul termina com agressões no Centro de Marília

Polícia Militar levou os envolvidos ao plantão policial; caso foi registrado como lesão corporal e…

1 minuto ago

Detento morre com suspeita de ingerir drogas dentro de penitenciária de Marília

Polícia investiga ingestão de drogas e apura entrada de entorpecentes.

28 minutos ago

Idosa morre após ser atropelada por motociclista na zona norte de Marília

Morte acontece quatro dias após acidente, vítima sofreu traumatismo e faleceu no hospital

41 minutos ago

Marília recebe festival de dança com jurados internacionais e premiação de R$ 65 mil

Evento no Teatro Municipal reúne participantes de várias regiões do país e oferece bolsas de…

2 horas ago

Marília realiza ação de combate à dengue na região da USF Marajó neste sábado

Trabalho será realizado na manhã e depende da colaboração dos moradores durante as visitas.

2 horas ago

Futsal Feminino disputa final da Liga Paulista em busca de título inédito

Equipe enfrenta a Apefe, em Campinas, após encerrar a primeira fase com a melhor campanha.

3 horas ago

This website uses cookies.