Polícia

Justiça autoriza réu da Operação Synthlux a viajar em lua de mel com tornozeleira

Apreensão feita pela Dise durante operação Synthlux em Marília (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado, da 1ª Vara Criminal de Marília, autorizou um dos réus da Operação Synthlux a realizar viagem de lua de mel para Recife (PE), desde que permaneça com tornozeleira eletrônica durante todo o período. A magistrada considerou que o acusado responde ao processo em liberdade e não descumpriu medidas cautelares anteriores.

O homem é um dos denunciados na investigação que apura a atuação de um grupo acusado de tráfico, produção de drogas sintéticas e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o esquema envolve majoritariamente jovens de classe média e alta, com suporte familiar e acesso a advogados renomados.

A defesa solicitou a autorização em razão do casamento do réu, marcado para este mês. Embora o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) tenha se manifestado contra o pedido, a juíza entendeu que a viagem tem caráter excepcional e temporário, não comprometendo o andamento do processo.

PROPORCIONAL E NECESSÁRIA

Na decisão, a magistrada destacou que a medida é “proporcional e necessária”, considerando a complexidade da ação penal. “A medida não impede o réu de realizar os deslocamentos que pretende”, afirmou, ao defender o monitoramento eletrônico como forma de garantir a instrução processual.

A tornozeleira deverá ser instalada antes da data do casamento. O Centro de Controle e Operações Penitenciárias (Cecop) foi oficiado com urgência para avaliar a viabilidade do monitoramento no destino. Caso não haja cobertura técnica no local, a autorização será automaticamente revogada.

TRÁFICO

A operação Synthlux foi deflagrada em fevereiro de 2024 pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Marília. Poucos dias após as prisões, 18 dos investigados foram colocados em liberdade pela Justiça local.

Dois meses depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou recurso do Ministério Público e decretou a prisão de 28 suspeitos. No entanto, a maioria não foi localizada.

Em outubro do mesmo ano, uma decisão do ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), retirou da lista de foragidos 24 acusados. Posteriormente, todos os réus passaram a responder em liberdade.

Segundo a polícia, os envolvidos têm endereços em Marília, Assis, Ourinhos, Catanduva e Matão. A investigação aponta que o grupo atuava com fachada de estudantes e empresários, o que dificultava a identificação dos suspeitos, considerados “improváveis” quando comparados ao perfil típico de traficantes da região.

O nome da operação, Synthlux, faz referência às drogas sintéticas e ao perfil sofisticado do público-alvo da organização.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Prefeitura amplia atendimento a autistas com investimento de R$ 1,8 milhão

Ampliação do convênio com a Clínica TEAconchego foi autorizada nesta quinta-feira (Foto: Divulgação) A Prefeitura…

4 horas ago

Cidade recebe prêmio estadual por destaque em políticas públicas no esporte

Premiação reconhece municípios que investem em programas e ações voltadas ao esporte, lazer e inclusão…

4 horas ago

Acordo entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor após 26 anos

Acordo passa a valer 26 após início das negociações (Foto: União Europeia/Mercosul) Após 26 anos…

4 horas ago

Marília leva aulas de xadrez a alunos da rede municipal de ensino

Projeto piloto começou na última semana (Foto: Christian Cabrini) A Prefeitura de Marília iniciou a…

4 horas ago

Tempestades em PE deixam quatro mortos e mais de mil desalojados

Bombeiros resgatam vítimas em Pernambuco (Foto: Divulgação/Defesa Civil-PE) Quatro pessoas morreram em decorrência das tempestades…

5 horas ago

Bombeiros fazem última vistoria em estruturas para show de Shakira

Palco receberá show da Shakira no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) O Corpo…

5 horas ago

This website uses cookies.