Operação foi deflagrada em 2015 (Foto: Arquivo/Marília Notícia)
Operação foi deflagrada em 2015 (Foto: Arquivo/Marília Notícia)
A Justiça Federal de Marília marcou para o dia 23 de janeiro o início da perícia técnica para produção de um orçamento de instalação de oito máquinas para pacientes em tratamento de hemodiálise. É mais um desdobramento da Operação Esculápio da Polícia Federal – deflagrada para apurar supostas irregularidades envolvendo pessoas ligadas à Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e ao Hospital das Clínicas (HC).
A análise técnica foi um pedido feito por médicos, no processo de improbidade administrativa na contratação de terceiros para prestação de serviços no HC de Marília. Os réus são apontados como responsáveis por danos causados ao erário, correspondentes aos pagamentos efetuados ao Instituto do Rim de Marília, pelos serviços de hemodiálise contratados no período de 2012 a 2014.
Os honorários periciais foram fixados em R$ 20.800. O valor será pago pelos corréus que requereram a realização da prova pericial, de forma rateada. Cada um terá que desembolsar R$ 2.600. Após o andamento processual, os corréus chegaram a pedir para se ausentarem do pagamento, mas a Justiça Federal negou a solicitação e destacou que foram várias as oportunidades para a solicitação.
“Em nenhuma dessas oportunidades os corréus desistiram da realização da prova requerida, vindo a fazê-lo somente no momento em que foram chamados a depositar a parte rateada dos honorários periciais que lhes cabe. Não é razoável, neste momento, dispensar os corréus do custeio da prova pericial que requereram e da qual se beneficiarão, alterando o valor do rateio dos honorários cabível aos demais requerentes da prova pericial”, afirma o juiz federal Fernando David Fonseca Goncalves na decisão.
Faculdade de Medicina de Marília, na época, era responsável também pela gestão das unidades assistenciais, como hospitais e ambulatórios (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)
OPERAÇÃO ESCULÁPIO
A Operação Esculápio investigou contratos firmados entre a Famema e empresas prestadoras de serviço. Em 2019, a ação policial teve uma segunda fase, que teve como um dos alvos um escritório de contabilidade de Marília.
Entre os envolvidos estão professores e médicos da instituição de ensino e membros da cúpula do HC, na época das irregularidades. A operação apontou indícios de favorecimento a empresas ligadas a dirigentes e servidores do Complexo.
Na ocasião, a mesma autarquia responsável pela instituição de ensino (Famema) respondia também pela gestão dos serviços assistenciais (hospitais e ambulatórios).
O Marília Notícia entrou em contato com a superintendência do HC/Famema por meio da assessoria de imprensa, mas até o fechamento desta edição, ainda não havia obtido o retorno.
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