Polícia desvendeu homicídio e encontrou corpo da vítima em Guaimbê (Foto: Divulgação/Beno Bond/Nova TV)
A Justiça de Getulina aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Alini Lilian Guedes e Luís Henrique Bezerra da Silva, apontados como acusados pela morte de Adriano Silva Barreto, que foi assassinado e teve o corpo enterrado no quintal de uma casa, em Guaimbê. A vítima era marido da acusada.
Além do casal de amantes, outros dois também se tornaram réus por participação na ocultação do cadáver. Um adolescente também é apontado por envolvimento na ocultação do corpo, mas não foi denunciado pela Promotoria.
Alini e o amante Luís Henrique foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles também são acusados de ocultação de cadáver.
Segundo o MP, Alini Lilian Guedes vivia em uma relação estável com a vítima Adriano Silva Barreto, com quem teve um filho. Apesar disso, estava envolvida em um relacionamento extraconjugal com o denunciado Silva.
O MP-SP apontou que Alini queria se livrar da vítima para ficar com o amante. Por isso, mentia dizendo que Adriano a agredia. A denúncia afirma que ela dizia para Luís Henrique que sonhava com a morte do marido, para que pudesse ficar junto com ele.
Para a Promotoria, Alini teria convencido Luís Henrique a cometer o crime, o ajudando na execução, consumação e ocultação do cadáver. Ela teria atraído a vítima para a rua durante a madrugada, proporcionando a ocasião em que Luís Henrique o atropelasse fatalmente, forjando um acidente.
A mulher teria se aproveitado que o marido estava embriagado e o convenceu de saírem para caminhar na rua. Em seguida, mandou uma mensagem para o amante pelo celular da filha (fruto de relacionamento anterior). Quando estavam andando, ela começou a caminhar na frente da vítima, a fim de possibilitar o atropelamento intencional.
O texto diz ainda que Luís Henrique atropelou Adriano, sendo que a força do atropelamento fez a vítima cair, mas não foi fatal. O acusado então teria dado marcha à ré e passado com o carro por cima da vítima mais uma vez. As manobras de ir e vir teriam sido feitas por pelo menos cinco vezes, sendo que não satisfeito, ainda teria desferido pauladas na cabeça da vítima.
De acordo com a denúncia, a execução do homicídio teria sido acompanhada por Alini, pela sua filha de 14 anos e o filho dela com Adriano, de apenas seis anos de idade.
Após ter certeza de que a vítima tinha falecido, Luís Henrique teria ido até sua casa e mentido para o pai, dizendo que tinha atropelado uma capivara. Teria pegado então outro veículo, ido até onde estava o corpo e o colocado no porta-malas.
Alini teria determinado que o melhor seria enterrar o corpo no quintal da casa de Luís Henrique. Na terça-feira (5), teria chamado um adolescente até sua casa, mostrado o corpo e dito que tinha matado a vítima, ordenando que ajudasse a cavar uma cova. Após cavarem a cova, antes de colocarem o corpo, Luís Henrique teria saído para beber.
Depois de enterrarem o corpo, lavaram o carro onde o corpo tinha ficado. Para ocultação do cadáver, teriam recebido o auxílio de um ex-cunhado de Adriano, na companhia do filho.
Em decisão na tarde de hoje, o juiz Luís Fernando Vian recebeu a denúncia contra os quatro denunciados pelo MP-SP, mas não aceitou o pedido de prisão dos dois suspeitos de ocultação de cadáver.
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