Casal morreu em emboscada nas margens da SP-294 em Marília (Foto: Redes sociais)
A Justiça de Marília recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e tornou réu o aposentado Umberto Muniz de Melo, de 72 anos. Ele está preso pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificados, praticados contra a ex-companheira e o atual marido dela, em uma emboscada após o casal descer de um ônibus.
A decisão é do juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal, e marca o início da ação penal. O processo apura os fatos ocorridos na noite de 29 de dezembro, quando Maria da Glória Xavier, de 50 anos, e o motorista Jaelson da Hora Silva, de 52, foram mortos a tiros.
Ao analisar o inquérito policial, o magistrado entendeu que a denúncia preenche os requisitos legais, ao reconhecer a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, com base no boletim de ocorrência, no relatório final da Polícia Civil e nos depoimentos colhidos durante a investigação.
O próprio réu — preso pela Polícia Militar Rodoviária durante fuga pela rodovia Castelo Branco (SP-280) — confessou o crime e afirmou que “lavava sua honra com sangue”.
Preparação para julgamento
Com o recebimento da denúncia, o juiz determinou a citação do réu, que terá prazo legal para apresentar resposta à acusação. Também foi requisitada a folha de antecedentes criminais, inclusive do Estado da Bahia, local de origem do acusado.
Na decisão, o magistrado ressaltou que, nesta fase processual, o recebimento da denúncia representa “apenas um juízo inicial”, sem análise aprofundada do mérito, o que ocorrerá ao longo da instrução criminal.
Crime e prisão
Segundo as investigações, o crime teria sido cometido após o fim de um relacionamento de longa duração com a mulher, que trabalhava como agente de passagens de uma empresa de ônibus. Ela vivia uma nova fase ao lado do motorista da viação.
Ainda conforme apurado, o acusado teria seguido as vítimas, efetuado disparos de arma de fogo e fugido em seguida em direção à capital do Estado. Ele foi localizado e preso posteriormente em Boituva, após monitoramento por câmeras instaladas em rodovias.
O caso é tratado como feminicídio, em razão da morte da ex-companheira, e homicídio qualificado contra o motorista. A ação penal segue em curso na 3ª Vara Criminal de Marília, sob acompanhamento do Judiciário e do Ministério Público.
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