Política

Julgamento de Salles por improbidade é suspenso

A 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu continuidade, na manhã desta quinta-feira, 19, ao julgamento de um recurso apresentado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, contra sua condenação por improbidade administrativa em razão de supostas irregularidades no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando era secretário do então governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

No entanto, após a formação de um placar de 2 a 1 a favor da absolvição de Salles, a análise do caso foi suspensa com pedido de vista do desembargador Ruy Alberto Leme Cavalheiro. O julgamento deve ser retomado somente no dia 17 de dezembro.

Na sessão desta manhã, os desembargadores Marcelo Martins Berthe e Ricardo Cintra Torres de Carvalho apresentaram seus votos, sendo que o primeiro acompanhou o entendimento do relator, desembargador Nogueira Diefenthäler, que rechaçou “imoralidade” de Ricardo Salles considerando que a interferência do então secretário no plano de zoneamento teve fundamentação técnica e científica.

Carvalho, no entanto, abriu divergência e votou pela manutenção da condenação de Salles. Para o desembargador, Salles agiu com dolo e ofendeu a lealdade para com o governo, a população e a própria secretaria que comandava. Nas palavras do magistrado, a conduta do atual ministro do Meio Ambiente foi “grave, propositada, planejada e consciente”.

Entenda a condenação de Salles

A condenação de Salles em primeira instância foi decidida pelo juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara da Fazenda Pública, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o magistrado considerou que as mudanças autorizadas pelo então secretário no plano de manejo da área protegida desrespeitaram formalidades e trouxeram prejuízos ao meio ambiente.

Na ação proposta pelo MP, os procuradores afirmam que Salles e a Fiesp modificaram mapas elaborados pela Universidade de São Paulo (USP), alterando minuta do decreto do plano de manejo, e perseguiram funcionários da Fundação Florestal, tudo isso com o propósito de beneficiar empresas, especialmente companhias de mineração e filiadas à entidade empresarial. Salles e a Fiesp negam as acusações e recorreram da decisão.

Na apelação, os advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, que defendem o ministro, afirmaram que não há provas que sustentem as imputações do Ministério Público e pediram o arquivamento do processo. Segundo os defensores, o plano de manejo foi alterado para “corrigir equívocos” da minuta do projeto.

Agência Estado

Recent Posts

Prorrogação de contratos de temporários mira déficit de professores

Educação promoveu processo seletivo em janeiro para contratação de professores temporários (Foto: Rodrigo Viudes/Marília Notícia)…

3 minutos ago

Morre em Marília homem que sofreu queda de ônibus e bateu a cabeça na região

Um homem de 47 anos morreu na manhã desta quarta-feira (4) na Santa Casa de…

31 minutos ago

Arrombamento em loja e furto de eletrônicos levam homem à prisão

Equipamento recuperado e dinheiro apreendido, após PM encontrar suspeito na zona norte (Foto: Divulgação) Um…

38 minutos ago

Pátio ferroviário vira comércio fantasma após retirada dos camelôs

Apesar da saída dos ambulantes, dezenas de boxes permanecem em área ferroviária reintegrada à Rumo…

2 horas ago

Homem é preso após roubo frustrado de motocicleta na zona leste

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na noite desta quarta-feira (4) após…

2 horas ago

Carnaval do Yara Clube aposta em experiência dupla nas noites principais

Carnaval 2026 do Yara Clube promete ser um dos mais marcantes de sua história (Foto:…

2 horas ago

This website uses cookies.