O julgamento de um recurso decisivo em processo que envolve a elegibilidade ou não de Abelardo e Vinicius Camarinha, ambos do PSB, foi mais uma vez remarcado.
A questão pode ser decisiva para as eleições municipais de Marília no ano que vem. Os embargos de declaração estavam na Ordem do Dia para apreciação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TER-SP) nesta terça-feira (15).
A decisão, no entanto, foi empurrada para quinta-feira (17) A medida foi tomada após a defesa do clã mariliense pedir o adiamento, segundo a assessoria de imprensa da Justiça Eleitoral.
Inicialmente o recurso seria votado no começo do mês, mas vem sendo adiado sessão após sessão, seja por pedidos de vista dos magistrados que compõe a corte ou por pedidos dos advogados dos embargantes.
O relator Afonso Celso da Silva já acolheu “parcialmente os embargos”, mas “sem alteração do mérito”, segundo informação oficial da corte.
Isso quer dizer que, caso os demais desembargadores sigam o relator, a situação da família Camarinha deve se complicar.
Em julho o TRE decidiu pela inelegibilidade de Abelardo e Vinicius Camarinha por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação em 2016, durante campanha eleitoral para a Prefeitura de Marília.
Diante da condenação, os direitos políticos da dupla foram suspensos por oito anos e Abelardo Camarinha, que vem declarando a intenção de disputar as próximas eleições, está impedido de concorrer. A decisão não afeta o atual mandato de Vinicius como deputado estadual.
A dupla recorreu mais uma vez ao TRE, que aprecia os embargos de declaração. A denúncia foi realizada pela coligação “Marília Desenvolvimento Sem Corrupção” (PSDB/PMDB/PTB/PV/PCdoB/PPS), do então candidato Daniel Alonso.
Entenda
O agora prefeito de Marília alegou que os condenados utilizaram a influência da mídia para favorecer o candidato Vinicius e seu vice Élio Eiji Ajeka.
“Trata-se de uma ação de investigação eleitoral ajuizada após as eleições de 2016 em decorrência do abuso do poder econômico e político do grupo Camarinha”, explicou o advogado Alexandre Sala, que representa a coligação e o prefeito Daniel Alonso.
“Embora o robusto conjunto probatório, em primeira instância a ação foi julgada improcedente”, detalhou Sala. “Contudo”, disse ele, “o recurso foi julgado revertendo a decisão do juiz eleitoral de Marília”.
A decisão do TRE também condenou outros envolvidos, como o candidato a vice-prefeito Élio Ajeka, o radialista Wilson Matos (rádio 950), o diretor da TV Marília, Antonio Alpino Filho (Toni), Vicente Giroto (rádio Jovem Pan) e a diretora do lacrado jornal Diário, Sandra Mara Norbiato, que também é apontada em outro processo como ‘laranja’ dos Camarinhas no veículo de comunicação.
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