Polícia

Juiz pede perícia em celulares apreendidos no caso Marcelle

Marcelle Brandina foi assassinada em dezembro do ano passado (Foto: Arquivo Pessoal)

O juiz da 3ª Vara Criminal de Marília, Décio Divanir Mazeto, determinou que a Polícia Civil realize perícia nos aparelhos celulares apreendidos durante a investigação do assassinato da transexual Marcelle Bandina, de 23 anos.

O despacho do magistrado também nega o pedido da família para devolver o celular da vítima.

O crime aconteceu no dia 9 de dezembro de 2019, em um motel de Vera Cruz (distante 17 quilômetros de Marília). O administrador Leonardo Cafer Júnior, de 44 anos, é acusado de matar a transexual

Uma audiência de instrução está marcada para o dia 3 de março de 2021, na qual Leonardo será interrogado.

Confissão

Em 11 de dezembro, Leonardo prestou depoimento na DIG e confessou o crime. “Ele esclareceu que chegou sozinho no motel, ficou aguardando a vítima, com a qual havia combinado um programa através de um aplicativo. Segundo ele, a vítima chegou no local exaltada, aparentemente drogada, e por esse motivo o acusado desistiu do programa”, contou o delegado Valdir Tramontini ao MN na época.

“Ele teria efetuado o pagamento de R$ 100 que havia sido combinado, porém a vítima também teria lhe solicitado o pagamento do transporte, de R$ 60. O autor efetuou o pagamento com uma nota de R$ 50 e outra de R$ 20 e pediu o troco de R$ 10. Isso teria irritado bastante a vítima, que passou a exigir a quantia de R$ 500, em seguida valores maiores e começou a extorqui-lo, alegando que se ele não desse o dinheiro a vítima iria expô-lo nas redes sociais, prejudicando o autor e seus familiares”, afirmou o delegado.

Ainda segundo a polícia, o autor disse que em determinado momento Marcelle teria investido contra ele com tapas e unhadas – o homem apresentava pequenos ferimentos. O acusado, porém, conseguiu aplicar uma gravata na vítima até que ela morresse.

Entenda

O corpo foi encontrado na manhã do dia 10 de dezembro em uma propriedade rural próximo da Rodovia Rachid Rayes (SP-333). A vítima era uma transexual que usava o nome social de Marcelle Brandina. O nome de registro é Rafael Felipe Aparecido Moreira, que tinha 23 anos, segundo Boletim de Ocorrência.

O corpo foi encontrado por um homem que foi apanhar mangas. Ele acionou a polícia, que passou a investigar o caso. Uma outra pessoa localizou um celular desligado nas proximidades do local.

As investigações iniciaram logo após o encontro do corpo e em contato com amigos e familiares da vítima foi possível identificar os locais em que ela teria estado no dia anterior.

Daniela Casale

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