Regional

Jovem que deu à luz e estrangulou bebê vai a júri a região

Pronto Socorro Municipal de Maracaí, onde aconteceu o crime; juiz rejeita tese de infanticídio, que abrandaria pena (Foto: Divulgação)

A Justiça de Maracaí (99 quilômetros distante de Marília) decidiu manter prisão e vai mandar a Júri Popular uma mulher de 18 anos que escondeu a gravidez da família, deu à luz no banheiro de um pronto socorro e matou o bebê asfixiado. O crime aconteceu em março do ano passado.

Decisão do juiz Zander Barbosa Dalcin, da Vara Única da Comarca de Maracaí, foi publicada nesta segunda-feira (09). Com a sentença, o magistrado rejeita tese de infanticídio e reconhece homicídio triplamente qualificado – meio cruel, motivo torpe e nenhuma chance de defesa à vítima.

Giovanna Euzébio de Souza, que foi presa em flagrante, teve negado pedido de liberdade. Ela confessou que estava grávida de sete meses, porém escondia a gestação, porque termia ser “obrigada a casar com o pai da criança”, de quem tinha medo.

No dia do crime, ela relatou ter sentido muita cólica e pediu que seu padrasto a levasse no pronto socorro. Quando estava na sala de espera, sentiu vontade de ir ao banheiro e quando fazia força, observou a cabeça do bebê.

Continuou a fazer força até expelir a criança. O bebê nasceu e a jovem cortou o cordão umbilical, segundo seu relato à polícia, usando a própria unha.

Giovanna contou ao delegado responsável pelo caso que jogou o cordão no vaso sanitário e, como o bebê estava chorando muito, decidiu colocar papel higiênico em sua boca, para que ninguém o ouvisse.

Em seguida, ainda conforme o relato da mãe, ela tirou a calcinha e enrolou no pescoço da criança, até que parasse de respirar. Decidiu deixar o corpo no lixo, embaixo do saco plástico.

Em seguida, pediu a uma tia que havia chegado no hospital para acompanha-la, que providenciasse uma calça limpa, pois a roupa que ele usava quando chegou estava manchada de sangue. Giovanna se trancou no banheiro e só abriu a porta após trocar de roupa.

Frieza

A acusada ainda aguardou atendimento, foi diagnosticada como uma hemorragia suspeita, mas negou aos médicos que estivesse grávida. Ela foi medicada e conseguiu sair do Pronto Socorro sem ser descoberta.

A jovem só foi presa durante a madrugada, depois que um vigia do PS resolveu verificar o lixo, devido ao mau cheiro. Acabou sendo presa na frente da casa de familiares e só revelou o caso na delegacia.

À polícia, a mulher disse que estava arrependida. Perícia no cadáver da criança comprovou o objeto na boca e também a asfixia pelo tecido da peça íntima.

O Ministério Público pede a condenação de Giovanna por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo torpe e em situação que não permitiu nenhuma defesa da vítima). Dessa forma, ela pode pegar mais de 20 anos de prisão.

Já a defesa pede que ela responda em liberdade pelo crime de infanticídio e que seja considerada a condição de vulnerabilidade pelo puerpério – por estar fragilizada emocionalmente, por ter acabado de dar à luz.

Com a sentença de pronúncia, a jovem vai enfrentar o Tribunal do Júri de Maracaí. O julgamento de Giovanna ainda terá data definida.

Carlos Rodrigues

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