Polícia

Janeiro tem 20% dos afogamentos em Marília

Homem morre afogado na represa Cascata, em Marília (Foto: Arquivo/Gabriel Tedde)

Com férias escolares e calor do verão, janeiro concentra 20,3% dos casos de mortes por afogamento em Marília. O primeiro mês do ano é aquele em que mais acontecem acidentes deste tipo, de acordo com levantamento baseado em informações de 20 anos, entre 1996 e 2015.

Dados sobre 2016 e 2017 ainda estão indisponíveis. Os números foram obtidos pelo Marília Notícia por meio do DataSUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde).

Nos 20 anos analisados foram 64 mortes por “afogamento e submersão acidentais”. Os meses de janeiro do período concentram 13 dessas ocorrências.

Outubro e dezembro aparecem em segundo lugar entre os meses com mais casos de óbito por afogamento, com nove ocorrências cada (14%).

Para janeiro, de acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a média climatológica histórica das temperaturas máximas no município é de 27,3º C. Janeiro é um dos meses mais quentes do ano, atrás somente de fevereiro com média de 28ºC nas máximas.

Perfil das vítimas

Um dado bastante importante é sobre o sexo das vítimas. Os homens representam a maior parte dos óbitos por afogamento e submersão acidentais em Marília: 79,6% dos casos – ou seja, em 51 das 64 ocorrências observadas as vítimas eram do sexo masculino.

A faixa etária que concentra a maior parte das vítimas de afogamento no município é aquela que vai dos 10 aos 19 anos, com 25 indivíduos no período analisado na cidade – ou 39% dos casos.

Crianças com menos de 10 anos e bebês representaram 12 casos (20%) e adultos entre 30 e 49 anos totalizam 15 vítimas. Acima dos 50 anos foram sete vitimados.

São levados em conta no levantamento os afogamentos envolvendo embarcações, submersão durante o banho em banheira, piscinas, águas naturais, acidentes ou suicídios, envolvendo queda ou não, e casos de afogamento em situação não determinada.

(Foto: Arquivo/Gabriel Tedde)

(Foto: Arquivo/Leonardo Moreno)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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