Pedido de vistas do vereador Ivan Negão (PSB) adiou a votação – em primeira discussão – do projeto de lei que prevê a criação do serviço público de loteria no município. A proposta estava na pauta desta segunda-feira (4), da sessão ordinária da Câmara Municipal.
O texto, apresentado por Eduardo Nascimento (PSDB), aponta suposta brecha em lei federal, para estabelecer um sistema legal de coleta de recursos com apostas.
O PL de Marília é parecido com a medida aprovada em Colatina/ES, que atribui ao município a autorização para que o próprio Poder Executivo explore os jogos. A renda seria para o fundo previdenciário e financiamento da Assistência Social, Cultura e Esportes.
O prazo de vistas ao vereador Ivan é de cinco dias. Não houve objeções ao pedido de Negão, que faz parte da bancada evangélica da Câmara Municipal.
A legalização dos chamados “jogos de azar” e a ampliação das autorizações para a atividade no Brasil é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Mas diferente de outras, essa é sem apoio da bancada evangélica. Segmento expressivo dessa parcela da população é radicalmente contra a exploração de jogos, que consideram violação a preceitos bíblicos.
Marília tem cinco vereadores evangélicos no plenário. Além de Negão, a religião é compartilhada pela vereadora Vânia Ramos (Republicanos), Marcos Custódio (Podemos), Élio Ajeka (PP) e Junior Moraes (PL).
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