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Israel diz que próprio Hamas atirou contra palestinos que aguardavam ajuda

Após negar ter atirado em palestinos que aguardavam ajuda no norte da Faixa de Gaza na véspera, em um incidente que teria resultado em ao menos 21 mortes, o Exército de Israel atribuiu nesta sexta-feira (15) a origem dos tiros ao próprio Hamas, grupo terrorista que controla o território e que havia denunciado o episódio a princípio.

Os militares afirmam que uma apuração interna revelou que suas tropas não abriram fogo em nenhum momento naquela noite.

Segundo eles, um comboio de 31 caminhões contendo alimentos e outros kits de ajuda humanitária seguiu para uma rotatória no norte da faixa na quinta-feira (14).

Uma hora antes da chegada do comboio a um corredor previamente estabelecido por Tel Aviv, homens armados abriram fogo contra residentes locais que aguardavam os veículos, e continuaram atirando quando a multidão começou a saqueá-los. Outras 150 pessoas teriam ficado feridas.

“Enquanto as Forças de Defesa de Israel prosseguem no seu esforço humanitário para fornecer alimentos e ajuda humanitária aos civis da Faixa de Gaza, terroristas do Hamas continuam a prejudicar civis gazenses que buscam comida e culpam Israel por isso”, declarou o órgão em comunicado publicado em suas redes sociais e reproduzido pelo jornal israelense The Times of Israel.

“Como resultado, na primeira sexta-feira do mês do Ramadã [sagrado no islamismo], criou-se uma campanha difamatória com o objetivo de espalhar desinformação sem fundamentos para instigar a violência”, prossegue a nota.

O relato contradiz o que havia sido publicado no dia anterior por veículos como Al-Jazeera. De acordo com a emissora baseada no Qatar, os palestinos que aguardavam ajuda foram alvejados por um helicóptero israelense.

O episódio da quinta-feira remeteu a outro, ocorrido no último dia 29, quando militares israelenses dispararam contra centenas de civis que aguardavam em fila para receber suprimentos, em uma cena que chocou a comunidade internacional.

Segundo o Hamas, mais de cem pessoas morreram naquele dia – o Estado judeu assumiu a responsabilidade pode apenas dez mortes e atribuiu a culpa dos demais óbitos aos próprios palestinos que, segundo os militares, teriam causado um tumulto que levou a pisoteamentos e atropelamentos ao tentarem saquear os caminhões.

Folhapress

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