Polícia

‘Irmãs do saco’ vão ao banco dos réus pelo assassinato de idoso, decide a Justiça

Irmãs arrastaram corpo e o abandonaram na rua Quatro de Abril, no Centro de Marília (Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança)

A Justiça de Marília decidiu levar a julgamento no Tribunal do Júri as irmãs Wania Santos Silveira e Andréa Santos Silveira de Sousa, acusadas de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em um caso de homicídio que chocou a cidade em novembro de 2022. As “irmãs do saco”, como ficaram conhecidas, tiveram negado qualquer direito de recorrerem em liberdade.

A decisão foi proferida na sentença de pronúncia do processo, que marca encerramento de etapa do caso e reconhece indícios suficientes para que as rés sejam julgadas pelo crime.

Já se passaram mais de dois anos do crime, que acabou envolto em recursos, com a defesa pleiteando a instauração de incidente de sanidade mental. O objetivo era comprovar que as rés não tinham consciência de seus atos, o que as livraria do júri, podendo resultar em internação judicial.

Corpo foi localizado na área central de Marília (Foto: Marília Notícia)

Os laudos, porém, apontaram que as irmãs são imputáveis, ou seja, podem responder criminalmente e apenadas com prisão.

Wania e Andreia têm agora uma última chance de evitar o julgamento. Mas a apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), contra a pronúncia, tende a ser negada pelas circunstâncias do crime e as fartas provas colhidas na investigação.

O juiz responsável pela ação classificou as condutas. “Não se pode ignorar a gravidade concreta da conduta das averiguadas, na medida em que teriam agido para ceifar a vida alheia com emprego de
meio cruel e recurso dificultou a defesa da vítima, além de terem, após o delito, ocultado o cadáver da vítima.”

Irmãs foram presas um dia depois de abandonarem o corpo no Centro de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

CRIME

A morte do idoso, que ocorreu entre os dias 30 de outubro e 8 de novembro de 2022, chocou a população pela brutalidade e ousadia. Donizeti Rosa foi encontrado morto, em sacos plásticos e tecidos, perto do apartamento onde morava, na região central.

Antes de morrer, ele estaria sendo mantido debilitado e em condições degradantes, sem alimentação ou hidratação, o que causou intenso sofrimento físico e psicológico. A dupla teria se beneficiado de recursos financeiros do idoso, inclusive benefício do INSS.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), as irmãs, que residiam com Donizeti em um apartamento na rua Quatro de Abril, mantiveram um relacionamento que inicialmente seria de cuidado, mas se transformou em abusos, com indícios de negligência alimentar, levando a vítima a um estado de desnutrição severa.

Na noite de 9 de novembro de 2022, após a morte dele, Wania e Andréia foram flagradas por câmeras de segurança arrastando o corpo em sacos plásticos pela rua. Elas teriam tentando embarcar em um veículo de aluguel, mas o motorista se recusou a transportar o volume suspeito.

Diante da situação e a impossibilidade de concluir a ocultação, elas acabaram abandonando o homem morto – já com sinais de decomposição – próximo ao próprio apartamento.

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Carlos Rodrigues

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