Os irmãos Reginaldo Trindade dos Santos, de 36 anos, e Reinaldo Trindade dos Santos, de 34, presos pelo assassinato do jovem Gabriel Henrique Scarrella de Souza, de 18, em Garça, passaram por audiência de custódia na tarde da última terça-feira (25) e tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventiva.
O juiz que analisou o caso, nesta fase inicial, negou pedido da defesa para prisão domiciliar e reforçou a gravidade do crime. A defesa apelava pela soltura, argumentando, entre outros aspectos, que os homens não tinham antecedentes criminais.
Os irmãos Trindade Santos foram presos em flagrante em um bar, após terem invadido a casa de Gabriel na rua Santana, Vila Cavalcante, para agredir o rapaz. Reginaldo confessou ter entrado no quarto e surpreendido Gabriel, que foi espancado até a morte.
Já o comparsa atuou na contenção de outros familiares, que poderiam tentar impedir a barbárie. Além da mãe da vítima, crianças estavam na residência no momento do crime.
“(…) restou demonstrada a gravidade em concreto da infração cometida, bem como a periculosidade social dos agentes, haja vista que o delito, em tese, foi praticado com extrema violência contra a pessoa, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e na frente de familiares da vítima”, escreveu o juiz.
O magistrado apontou ainda que “a prisão preventiva é essencial para a instrução criminal, pois a libertação dos indiciados, ao menos neste momento processual, poderia prejudicar a adequada colheita de provas e certamente influenciaria no estado anímico de eventuais testemunhas do crime.”
No despacho, a Justiça de Garça também deferiu o pedido da polícia para quebra do sigilo dos dados
eletrônicos e telemáticos de todos os nove celulares apreendidos. Os investigadores poderão fazer a extração de todos os dados (fotos, vídeos, áudios, mensagens de texto, enviadas e recebidas) que tiverem relação com o caso.
O CASO
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Garça, policiais militares foram acionados via rádio para atender a ocorrência. Chegando ao local, uma testemunha descreveu os suspeitos, que foram vistos subindo a rua da Estação.
Os policiais imediatamente iniciaram uma busca e localizaram os irmãos em um bar na própria rua do crime, onde estavam bebendo. Reinaldo e Reginaldo confessaram o crime ao serem abordados.
Reginaldo afirmou ter cometido o homicídio após descobrir que a vítima havia filmado e divulgado imagens de sua filha em relações sexuais.
Reinaldo disse, inicialmente, que acompanhou seu irmão para garantir que ele não fosse impedido de cometer o ato. A versão segue sob investigação pela polícia.
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