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Irã promete ‘retaliação severa’ aos EUA após morte de general

Os restos de um veículo atingido por mísseis fora do aeroporto de Bagdá. (Foto: Gabinete de Imprensa do Primeiro Ministro do Iraque)

O Irã prometeu “retaliação severa” aos Estados Unidos após a morte do comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o general Qassem Soleimani, em um bombardeiro no Aeroporto Internacional de Bagdá.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que uma “retaliação severa está aguardando” Washington após o ataque aéreo que resultou na morte do general, chamando Soleimani de “face internacional da resistência”. Khamenei declarou três dias de luto.

A televisão estatal iraniana chamou a ordem de Trump de matar Soleimani de “o maior erro de cálculo dos EUA” desde a Segunda Guerra. “O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem”, afirmou.

O governo americano diz que matou Soleimani porque ele “estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”. Também acusou o general de aprovar os protestos na embaixada americana em Bagdá no início desta semana.

A morte de Soleimani marca uma forte escalada no impasse entre Washington e Teerã, que passou por diversas crises desde que o presidente americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear de 2015 e impôs sanções ao país persa.

O assassinato, e uma eventual retaliação do Irã, podem acender um conflito que envolve toda a região, colocando em risco as tropas americanas no Iraque, na Síria e em demais territórios.

EUA
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os Estados Unidos continuam comprometidos com impedir a escala de conflitos.
Pompeo afirmou ter conversado com o chinês Yang Jiechi, membro do Politburo, comitê executivo do Partido Comunista, sobre a decisão do presidente Donald Trump de lançar o ataque, e afirmou ter reiterado o comprometimento de Washington com evitar a escala das tensões.

Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, afirmou que o país está “altamente preocupado” com a ação dos EUA.

O secretário de Estado americano também acrescentou ter falado com o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab. “Sou grato por nossos aliados reconhecerem as ameaças agressivas contínuas colocadas pela Força Iraniana Quds”, pontuou.

Trump

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na manhã desta sexta-feira, 2, no Twitter que o Irã “nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação”. Ele não deu mais detalhes. (Com agências internacionais).

Marília Notícia

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