Política

Investigados negam crime e atacam STF

Empresários, políticos, youtubers e apoiadores de Jair Bolsonaro que foram alvo nesta quarta-feira de operação contra divulgação de fake news negaram irregularidades, criticaram a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e atacaram o Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns deles levantaram a tese de que a investigação não poderia ter começado na Corte, sem participação do Ministério Público Federal (MPF). Segundo criminalistas ouvidos pelo Estadão, embora seja incomum, essa medida não é ilegal.

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, afirmou não ter nada a esconder, “haja vista que o que eu falo está nas minhas redes sociais, é de conhecimento público”.

Segundo ele, seu computador pessoal e o celular “foram disponibilizados para perícia.” Dono da rede de academias Smart Fit, Edgard Corona, afirma estar “à disposição da Justiça para os devidos esclarecimentos em investigação do STF”. Já o investidor Otávio Oscar Fakhoury, financiador do site Crítica Nacional e um dos fundadores do grupo Aliança pelo Brasil, não foi localizado para comentar.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou o inquérito do STF, afirmou que o País vive um “estado de exceção” e pediu o impeachment de Moraes. Também deputada, Bia Kicis (PSL-DF) criticou “abusos de autoridade e atos antidemocráticos do ministro Alexandre de Moraes”. Filipe Barros (PSL-PR) criticou o que chamou de “ditadura do STF”.

Deputado estadual de São Paulo, Douglas Garcia criticou a ordem de busca e apreensão em seu gabinete e acusou o STF de perseguição. “Vocês querem calar a voz dos conservadores através das redes sociais”, declarou. O deputado Gil Diniz (PSL-SP) disse que soube por meio da imprensa que será intimado a depor e chamou de “cala boca” a condução do caso.

Outro que se referiu ao Supremo com a palavra “ditadura” foi o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Seu colega Junio Amaral, fez piada nas redes sociais: “Repudio com veemência essa clara ilegalidade, mas também fico lisonjeado. Com a ‘credibilidade’ que eles gozam, só vão me promover, mais nada.”

Presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson chamou de “censura” o mandado de busca e apreensão em sua casa. “Atitude soez, covarde, canalha e intimidatória, determinada pelo mais desqualificado Ministro da Corte. Não calarei”, escreveu o político, que já se defendeu o ex-presidente Fernando Collor de Mello antes de se tornar bolsonarista.

A ativista Sara Winter xingou e fez uma série de ameaças contra Moraes. Em vídeo publicado nas redes sociais, Winter falou que, se estivesse na mesma cidade que Moraes, chamaria o ministro para “trocar socos”. Ela também prometeu perseguir e “infernizar” a vida do magistrado, responsável por determinar a ação da PF. O vídeo foi encaminhado ontem para a Procuradoria-Geral da República. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Motociclista morre em acidente na SP-294 em Gália

Motociclista atropelado na SP-294 teve a morte confirmada ainda no local do acidente (Foto: Artesp)…

5 horas ago

Quase 400 detentos devem ser beneficiados com saída temporária em Marília

Detentos da Penitenciária de Marília e o Centro de Ressocialização (CR) de Marília foram indicados…

12 horas ago

Armas falsas são apreendidas com menores perto de escola em Vera Cruz

Uma das armas falsas estava na cintura de um dos jovens; a outra em uma…

12 horas ago

Mulher é vítima de agressão com golpes de capacete no bairro Palmital

Uma mulher de 52 anos denunciou ter sido agredida pelo companheiro dentro da própria casa…

12 horas ago

Apae de Marília entrega uniformes a atendidos com apoio de deputados

Deputados Dani Alonso e Capitão Augusto participaram da entrega de uniformes na Apae (Foto: Divulgação)…

13 horas ago

Carros furtados são localizados em ações da PM no Cavallari e Padre Nóbrega

Gol foi um dos veículos localizados após denúncia anônima (Foto: Divulgação/PMSP) A Polícia Militar de…

13 horas ago

This website uses cookies.