Polícia

Investigações indicam que caminhoneiro pode ter morrido após queda de penhasco

Investigações da Polícia Civil de Marília apontam para morte acidental como o desfecho mais provável no caso do caminheiro Elizeu Ferreira dos Santos, de 53 anos, encontrado morto em um córrego próximo ao distrito de Dirceu, no início desse mês. Laudo deve confirmar a morte por afogamento.

O inquérito do caso ainda não está concluído, mas a polícia já sabe, após diligências da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que na madrugada do desaparecimento o homem saiu de casa sozinho, no bairro Figueirinha (zona norte).

Santos atravessou a rua em direção a uma viela e não foi mais visto com vida. Familiares relataram que ele não tinha inimizades. O caminhoneiro também não possuía nenhum histórico de risco, como envolvimento com criminosos.

A investigação constatou que a poucos metros da estreita via existe um penhasco com cerca de 40 metros de altura. Pelas imagens de câmeras de segurança – de residências próximas -, a polícia verificou que nenhuma outra pessoa seguiu Elizeu ou saiu do beco, posteriormente.

Chovia forte naquela madrugada e a polícia considera plausível que ele tenha despencado do barranco. O forte volume pluviométrico das horas seguintes seriam suficientes para arrastar o corpo do homem por quatro quilômetros, até ser encontrado na manhã seguinte, no córrego Cincinatina, próximo à ponte de acesso a Dirceu.

NECRÓPSIA

A suspeita de ausência de crime, para a polícia, é reforçada pelo fato de as lesões do corpo serem classificadas como escoriações, ou seja, compatíveis com o arrastamento pelo leito do córrego.

Embora significativa, a lesão na cabeça de Elizeu, conforme informações preliminares da perícia, indicam que o corte teria ocorrido após a morte, que teria sido causada por suposto afogamento.

Elizeu morava sozinho no bairro Figueirinha, após se mudar de Echaporã, e ganhava a vida como caminhoneiro. Segundo uma irmã da vítima, ele teria saído de casa no dia anterior, por volta das 11h, se dirigido até uma agência bancária, pois viajaria na madrugada da terça-feira – data da sua morte.

Durante a madrugada, por volta de 1h, a vítima teria encaminhado um áudio pelo WhatsApp para o sobrinho, puxando uma conversa, mas sem relatar nenhuma situação de perigo.

Carlos Rodrigues

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