A Polícia Civil de Marília prendeu, nesta quarta-feira (15), dois empresários chineses — de 33 e 19 anos — suspeitos de comercializar perfumes falsificados em Pompeia. As prisões ocorreram em estabelecimentos distintos, durante mais uma fase da operação “Faux Parfum”, conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG). Centenas de frascos sem procedência foram apreendidos.
Nas etapas anteriores, a operação já havia feito buscas no camelódromo de Marília e em lojas nas avenidas Sampaio Vidal e Nove de Julho, também com foco na repressão à venda de cosméticos falsificados.
Desta vez, o alvo foi uma loja localizada na rua Senador Rodolfo Miranda, no centro de Pompeia. No local, os agentes encontraram mais de 400 frascos de perfumes com marcas internacionais, vendidos por preços muito abaixo dos praticados no mercado.
Outra busca foi realizada em um segundo estabelecimento, na rua Carlos Bueno de Toledo, onde o empresário mais jovem também foi preso.
Os produtos eram comercializados entre R$ 25 e R$ 28 por unidade e não possuíam nota fiscal ou qualquer comprovação de origem lícita. Entre os itens apreendidos estavam embalagens com nomes como Chanel, Dior, Carolina Herrera, Lacoste, CK One, 212 VIP, Scandall, Fantasy e Polo Black.
Na loja com maior quantidade de frascos, a abordagem inicial foi feita à esposa do investigado, que confirmou aos policiais que os perfumes eram falsificados e indicou os produtos nas prateleiras. O empresário chegou ao local em seguida e ambos foram levados à delegacia, onde o flagrante foi formalizado contra ele.
Indícios evidentes
Segundo a Polícia Civil, as embalagens apresentavam diferenças visíveis em relação aos produtos originais — como fontes, cores e acabamentos fora do padrão.
A ausência do selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de informações obrigatórias de importação também reforçou a suspeita. Todo o material foi lacrado e encaminhado para perícia.
O delegado responsável pelo caso enquadrou os empresários no artigo 180 do Código Penal (receptação qualificada), que pune quem, no exercício de atividade comercial, mantém ou expõe à venda produtos de origem criminosa ou falsificada.
Como a pena prevista é superior a quatro anos, não foi arbitrada fiança na delegacia. Os dois permaneceram presos e serão apresentados à Justiça em audiência de custódia. Por serem estrangeiros, o Consulado da China no Brasil foi comunicado formalmente sobre as detenções.
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