O número de casos de intoxicação exógena – por exposição a substâncias químicas – mais que dobrou em Marília na comparação entre a sexta semana epidemiológica de 2025 e o mesmo período de 2026, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde.
De acordo com os registros mais recentes, as notificações confirmadas passaram de 58 casos até 8 de fevereiro de 2025 para 112 ocorrências até 14 de fevereiro de 2026, aumento de aproximadamente 93,1%.
As intoxicações exógenas são provocadas por agentes externos ao organismo, como medicamentos, produtos químicos, agrotóxicos, raticidas, plantas tóxicas, alimentos contaminados, drogas ilícitas e substâncias de uso doméstico, como produtos de limpeza, por exemplo.
Os sintomas variam conforme o agente envolvido e podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura, sonolência, confusão mental, irritações na pele e nos olhos, dificuldade respiratória e, em casos mais graves, convulsões e risco de morte. A recomendação é procurar atendimento médico imediato e, se possível, informar qual substância foi ingerida ou manipulada para orientar o tratamento.
Violência autoprovocada em alta
Além do avanço nas intoxicações, outros agravos apresentaram variação no período analisado. Os registros de violência interpessoal e autoprovocada também cresceram. Os casos de violência autoprovocada passaram de 62 para 99 notificações, alta de cerca de 59,7%.
As ocorrências de violência interpessoal subiram de 46 para 56 (21,7%), enquanto as notificações de violência sexual passaram de quatro para nove casos.
Os acidentes por animais peçonhentos também aumentaram. Em 2025, foram 44 registros (29 por escorpiões, seis por aranhas e nove classificados como outros). Em 2026, o total chegou a 56 casos, incluindo dois por serpentes, sete por aranhas, 34 por escorpiões e 13 classificados como outros.
O atendimento antirrábico apresentou crescimento expressivo, passando de seis registros em 2025 para 49 em 2026. Já os casos de dengue, que não tiveram confirmações no período analisado de 2025, somaram 21 registros em 2026.
Os casos novos de tuberculose aumentaram de 13 para 15 no comparativo entre os períodos. Em 2026, o boletim aponta ainda 54 pacientes em tratamento da doença.
Covid e sífilis em queda
No sentido oposto, houve redução nas notificações de Covid-19, que caíram de 120 casos e um óbito em 2025 para 48 registros sem mortes em 2026.
A sífilis adquirida também apresentou queda, de 24 para 15 casos. A sífilis em gestantes passou de 12 para três registros, e a sífilis congênita caiu de sete casos para nenhum até a sexta semana epidemiológica de 2026.
Os dados integram os informes semanais de agravos de notificação compulsória, alimentados por sistemas oficiais de vigilância em saúde e atualizados periodicamente pela Secretaria Municipal da Saúde.
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