Polícia

Interno que matou coordenadora de comunidade terapêutica é julgado em Marília

Simone comandava comunidade terapêutica e teria discutido com o interno por consumo excessivo de água (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

O Tribunal do Júri de Marília julga, nesta terça-feira (7), o ex-interno de uma comunidade terapêutica acusado de matar, com golpes de enxada, a coordenadora da instituição. A ativista Simone Vieira da Costa, de 52 anos, foi assassinada em dezembro de 2022, durante uma discussão que escancarou a falta de segurança nesses espaços.

O crime ocorreu em uma chácara localizada entre o distrito de Dirceu e a rodovia Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333). Everton Pereira de Godoy, de 38 anos, está preso desde a época e responde por homicídio com três qualificadoras.

Conforme apurado pela reportagem, até as 11h desta terça, ele aguardava no Fórum o início da sessão, confirmada pela Justiça.

Vítima era ativista

Simone coordenava a comunidade terapêutica onde o crime ocorreu, tinha vínculos com igrejas evangélicas e era reconhecida por seu trabalho social com pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

Everton, que fazia tratamento no local, teria reagido de forma violenta após uma discussão sobre o uso de água na horta.

Segundo a decisão judicial, ele agiu de maneira absolutamente desproporcional, utilizando a enxada para golpear a vítima repetidamente, causando intenso sofrimento físico e psicológico.

Após o crime, permaneceu no local e foi preso em flagrante por policiais militares, ainda com a arma utilizada.

O júri foi marcado após a conclusão da fase de instrução do processo na 1ª Vara Criminal de Marília, que acolheu o caso após a sentença de pronúncia. O réu e as testemunhas foram ouvidos anteriormente.

A ele foram atribuídas três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima. A defesa é feita pelo advogado Jesus Antonio da Silva.

A sessão será presidida pela juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado. A acusação está a cargo do promotor Rafael Abujamra, do Ministério Público.

O Marília Notícia acompanha o desfecho do julgamento.

Carlos Rodrigues

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