Categories: Brasil e Mundo

Inflação e decisão de Gilmar podem mexer com impacto da PEC

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição permitiu ao Congresso ampliar o Orçamento de 2023, aprovado ontem pelo Congresso, em R$ 169,1 bilhões. O impacto do projeto nas contas públicas durante o primeiro ano de mandato de Lula, porém, pode mudar com a revisão da projeção de inflação, além dos efeitos da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o governo a retirar o Bolsa Família do teto de gastos.

Ao aprovar o Orçamento, o Congresso considerou um reajuste de 7,2% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022, mesmo valor calculado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro quando enviou o projeto, em agosto. A inflação, no entanto, será oficialmente conhecida somente em janeiro e pode ficar menor, com aumento de 5,76%, de acordo com o mais recente boletim Focus do Banco Central (BC).

Considerando um valor maior, o Orçamento cria um espaço no teto que não deveria existir. A diferença entre a inflação projetada e a realizada tem de ser compensada no ano seguinte. Assim, cerca de R$ 25 bilhões deverão ser reduzidos do teto de 2024, de acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Dessa forma, o impacto fiscal pode cair para R$ 144,1 bilhões.

O “buraco” ocorre após o Congresso ter aprovado, no ano passado, uma PEC mudando a forma de cálculo no teto. Anteriormente, o valor era considerado com base na inflação até junho, período de elaboração do projeto orçamentário pelo governo. Agora, o índice é considerado até dezembro. No ano passado, a mudança acabou aumentando o teto. Neste ano, o cálculo deveria reduzir as despesas. O Congresso, no entanto, ignorou a atualização do índice.

DECISÃO DE GILMAR

Na contrapartida, o que pode ampliar a folga das contas do futuro governo e até aumentar despesas que não foram calculadas na PEC da Transição é a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado autorizou o Executivo a bancar o aumento do Bolsa Família, um total de R$ 52 bilhões, fora do teto de gastos. Se Lula acatar a decisão, mais esse espaço será liberado para outras despesas. A Rede, partido aliado do petista, deve acionar o Supremo para também retirar do teto o benefício infantil, calculado em R$ 18 bilhões.

O Congresso aprovou o projeto orçamentário de forma simbólica, após chancelar a PEC da Transição no dia anterior, classificada por aliados de Lula como a “salvação” do futuro governo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Acusado de matar credor revela sequência que terminou em morte

Rafael foi morto em Marília e teve seu corpo incendiado em Pompeia (Foto: Redes sociais)…

2 horas ago

PF faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master

A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel,…

2 horas ago

Agências do INSS abrem para atendimento extra neste sábado e domingo

As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país abrirão para…

2 horas ago

Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes…

3 horas ago

Trecho da rua 15 de Novembro no Centro é interditado para obras

A Prefeitura de Marília informa que a rua 15 de Novembro está interditada ao tráfego…

3 horas ago

Avenida Yusaburo Sasazaki passa por manutenção para melhorar tráfego em Marília

Máquina da Prefeitura trabalhando na Yusaburo Sasazaki, na zona norte de Marília (Foto: Divulgação) A…

3 horas ago

This website uses cookies.