Os 300 alunos do Centro de Educação e Recreação Cyro Guedes Ramos, em Araraquara, no interior de São Paulo, tiveram as aulas suspensas na segunda-feira, 27, depois de terem sido encontrados escorpiões em locais frequentados pelos estudantes. A escola recebe crianças de zero a cinco anos. A Secretaria Municipal de Educação informou que houve necessidade de dedetizar a escola no sábado, 25, por terem sido encontrados vários desses aracnídeos.
A suspensão das aulas na segunda-feira foi comunicada aos pais pessoalmente e por telefone, além de ter sido afixado um aviso no portão da escola. As atividades foram retomadas nesta terça-feira, 28, mas os cuidados preventivos vão continuar, segundo a secretaria.
O Centro de Controle de Vetores da cidade registra em média 47 incidentes com escorpiões por mês. Em agosto, duas crianças foram internadas depois de terem sido picadas por escorpiões, nos bairros Yolanda Ópice e Jardim das Estações, mas se recuperaram.
Ataques de escorpiões também foram registrados em unidades escolares de Araçatuba em setembro deste ano. Um menino de dois anos teve de ser levado à Santa Casa do município depois de ser picado por um escorpião na Creche Casa da Criança.
Já na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Suzana Echelon Ortiz, a vítima foi um menino de três anos. Ele foi medicado e recebeu alta. Uma menina de dois anos foi picada no pé, quando estava no berço de uma creche na Emeb Apparecida Garcia Carvalho Rico. Ela chegou a ficar internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas já recebeu alta.
Houve ainda um caso que resultou em óbito. Um menino de dois anos morreu após ser vítima de picada na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Maria Helena de Freitas Carli. Ele brincava numa caixa de areia quando começou a reclamar de dores na mão. A prefeitura desencadeou uma campanha nas escolas e creches para prevenir os ataques.
Dados do Ministério da Saúde indicam que os acidentes com escorpiões vêm aumentando no Estado de São Paulo. Em 2015, houve 15.234 casos de picadas, número que subiu para 17.250 no ano passado.
Já o número de mortes vem crescendo ano a ano na última década. Em 2015, foram registrados cinco óbitos, número que passou para dez em 2016. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado, mas ainda não havia recebido resposta até a publicação desta matéria.
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