“Havendo crescimento de 61% nas inclusões, foram apenas 0,75% das exclusões”, lamentou o presidente da Acim, Libânio Victor Nunes de Oliveira. “Isto faz com que o comerciante fique mais retraído, menos motivado e já se preocupa com as tendências nos próximos meses”, completou o dirigente em tom de preocupação.
No primeiro trimestre, fevereiro foi o mês que mais inclusões ocorreram, numa elevação de 105,47% comparado com o mesmo período do ano passado. Somente no segundo mês do ano, foram incluídos 2.928 CPFs no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), diante dos 1.425 registrados em 2014. Em março 2.871 nomes foram declarados inadimplentes, com 64,72% de aumento com o mesmo mês do ano passado, que teve 1.743 registros.
“Em janeiro houve uma elevação de 17,5% no número de pessoas incluídas na lista de inadimplentes”, apontou Libânio Victor Nunes de Oliveira que considera perigoso a manutenção desses índices. “O comerciante é o que mais perde, pois, além de ficar sem o dinheiro correspondente ao produto ou serviço, ainda fica sem o produto”, falou.
O dirigente também não acredita em melhora a curto prazo. “Pelas demonstrações do Governo Federal, a situação não é animadora”, reclamou.
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