Polícia

Imagens de circuito vão apurar possível estupro em escola municipal

A Prefeitura de Marília emitiu novo comunicado, nesta quarta-feira (2), sobre o possível estupro contra uma criança de apenas dois anos e nove meses em uma escola municipal de Marília. 

Segundo a Prefeitura o caso está sendo investigado administrativamente e também pela Policia Civil.

“Informamos que a unidade possui câmeras e as imagens já foram solicitadas para disposição dos órgãos de investigações. Salienta-se ainda que esteja sendo elaborado processo para instalação de câmeras em todas as escolas municipais”, diz nota enviada à imprensa.

O texto ainda diz que “vale destacar que até o presente momento não há indícios de veracidade dos fatos, mas a secretaria aguarda as conclusões. Tendo em vista a gravidade da denúncia, se comprovado os fatos, serão tomadas providências imediatas. Contudo, se não provado, a Prefeitura, em conjunto com os envolvidos, tomará providências quanto à responsabilidade civil pelos danos gerados”.

O caso

A mãe da suposta vítima registrou Boletim de Ocorrência relatando que a menina teria sido abusada dentro da Escola de Educação Infantil Lar da Criança, localizada na região central da cidade.

Segundo o BO, o caso teria ocorrido no dia 24 de setembro. Em seu relato, a mãe conta que na hora do banho, já em casa, a criança começou a reclamar de dor no ânus. Ao ser indagada sobre o que havia acontecido, contou que “foi o homem que tá na escola”.

Durante a conversa a menina teria comentado sobre um homem que está pintando a unidade de ensino e completou dizendo que o suspeito “enfiou um brinquedo no meu bumbum”. A mãe teria notado uma vermelhidão na região do ânus da criança.

Foi requisitado exame de corpo de delito e o caso segue sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A mãe da menina também registrou uma reclamação na Ouvidoria Geral do Município no dia 27 de setembro.

Nesta reclamação consta que no dia 26 de setembro a mulher recebeu uma ligação da escola pedindo para que ela comparecesse no local.

No Lar da Criança, a mãe da menina teria conversado com duas funcionárias que perguntaram qual seria a conduta dela perante a escola.

A mulher teria dito que não queria mais que sua filha estudasse lá e que gostaria que a criança fosse transferida. De acordo com a denúncia, as servidoras negaram a existência de uma reforma no local.

No entanto, indignada com a situação, a mãe da criança ligou para outra mulher que também tem filhos estudando na escola. Segundo seu relato, testemunhas  viram recentemente dois homens jogando lixo na caçamba em frente ao colégio.

A mulher também entrou em contato com a empresa da caçamba, que está em frente da escola, e foi informada que o local realmente está em reforma. A caçamba estaria por ali desde o dia 23.

A criança ainda teria reconhecido o homem quando foi com a mãe até a escola para buscar a transferência. A menina teria dito “mãe, o moço moreno, o moço moreno”. A mãe teria perguntado “que moço?” e ela começou a relatar de novo o ocorrido.

Daniela Casale

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