Juntando-se ao disputado setor de benefícios, que já tem nomes em rápida expansão como Caju e Vee, o iFood anuncia nesta terça-feira, 15, um cartão de vale-refeição e vale-alimentação (os conhecidos VA e VR), com bandeira Elo e passível de ser utilizado tanto nos 270 mil restaurantes e mercados parceiros do iFood, quanto nos 4 milhões de estabelecimentos que aceitam a Elo.
Batizado de iFood Benefícios, o cartão poderá ser administrado por um novo aplicativo dedicado, no qual o usuário pode receber o valor do benefício, e no app de entregas do iFood, onde poderá ter o saldo associado à sua carteira digital. Na hora da compra, o usuário escolhe se quer utilizar o cartão de benefícios ou outra forma de pagamento. A tecnologia por trás do serviço será da fintech gaúcha paySmart, que, para dar mais segurança contra fraudes e roubo, usa uma solução de tokenização, que permite “duplicar” virtualmente o cartão, com um número diferente no aplicativo e na versão física.
“Queremos que o colaborador use o benefício de VA e VR da maneira que faça sentido para ele e com autonomia”, conta ao Estadão a diretora do iFood Benefícios, Paula Rabelo. “Trazemos uma plataforma digital simples, em que o usuário em um único aplicativo faz a gestão do seu benefício ou do seu saldo. Ele escolhe se quer usar no delivery, se quer ir no estabelecimento ou se quer usar como meio de pagamento”.
Além disso, o iFood não cobrará taxas de pequenas e médias empresas, que costumam ter dificuldades para oferecer aos trabalhadores benefícios desse tipo devido a custos elevados. Da ponta do usuário, também não há taxas. O objetivo, diz Paula, é outro: “No fim do dia, o que estamos fazendo é trazer mais usuários para o ecossistema do iFood.”
Para Luciana Lima, professora de planejamento estratégico e de pessoas do Insper, a estratégia do iFood é extremamente competitiva porque, além de ser prático para o usuário administrar a carteira em um aplicativo, a startup já lança a solução com um mercado pronto, com os restaurantes e mercados parceiros da empresa e os estabelecimentos físicos que aceitam Elo. “O iFood faz o que se chama de desenho de estratégia de ecossistema: constrói uma rede imensa e vai desenvolvendo produtos e parcerias específicos. Já existe uma escalabilidade pronta e rápida.”
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