A fabricante chinesa Huawei anunciou nesta sexta-feira, 9, seu próprio sistema operacional de celular, o Harmony. Trata-se de um esforço para garantir que seu negócio de smartphones, em rápido crescimento, possa sobreviver às restrições que o governo dos EUA está impondo contra a empresa.
A Huawei está à mercê da administração de Donald Trump há três meses, desde que o Departamento de Comércio começou a exigir que as empresas americanas solicitassem permissão especial para vender peças e tecnologia à empresa chinesa – autoridades de Washington acusam a Huawei de ser um canal potencial para espionagem pró-Pequim.
A medida bloqueou efetivamente o acesso da Huawei ao sistema operacional Android do Google e aos microchips e outros componentes de hardware fabricados nos EUA, colocando um grande ponto de interrogação sobre o futuro da Huawei.
Embora o presidente Donald Trump tenha dito em junho que iria atenuar algumas das restrições para permitir que empresas americanas continuem trabalhando com a Huawei, os laços econômicos entre os Estados Unidos e a China ficaram mais tensos desde então, e a perspectiva de um alívio imediato para a Huawei parece mais distante.
O sistema Harmony foi revelado em uma conferência de desenvolvedores Huawei na cidade de Dongguan, na China. Richard Yu, diretor de negócios de consumo da companhia, disse que o novo sistema operacional foi projetado para funcionar não apenas em telefones celulares, mas também em relógios inteligentes e em outros dispositivos domésticos conectados.
De fato, os primeiros produtos da Huawei a rodar no Harmony não serão smartphones, mas sim “telas inteligentes” que a empresa pretende lançar no final deste ano. Yu disse que o Harmony seria gradualmente incorporado aos outros dispositivos inteligentes da empresa nos próximos três anos. Mas, ele disse que não há um plano imediato para liberar telefones baseados no Harmony.
A preferência da Huawei é continuar usando o Android em seus celulares, disse Yu. Mas ele acrescentou que não havia razão técnica para que o Harmony não fosse usado também para alimentar um telefone. “Se não formos capazes de usar o sistema operacional Android, então podemos ativar o Harmony a qualquer momento”, disse.
Na conferência realizada nesta sexta-feira, 9, Yu descreveu os recursos técnicos e as capacidades do Harmony, recebendo ocasionais explosões de aplausos estridentes. Mas a Huawei não disponibilizou para testes nenhum dispositivo que roda com o novo sistema operacional.
A Huawei é hoje a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, à frente da Apple, mas atrás da Samsung. Os aparelhos da empresa são muito vendidos na Europa e em todo o mundo em desenvolvimento, embora a pressão política de Washington tenha impedido que os telefones da Huawei se tornassem populares nos Estados Unidos.
Yu disse acreditar que, se não fosse pela pressão do governo Trump sobre a empresa, a Huawei teria encerrado o ano como a maior fabricante de smartphones do planeta. A incerteza sobre se os dispositivos da Huawei continuariam a oferecer suporte aos serviços do Google fez com que as vendas da empresa fora da China despencassem após a ofensiva de Washington.
A Huawei começou a trabalhar no Harmony há dois anos, disse Yu e outros executivos da empresa chinesa. Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, que foi publicada em março, dois meses antes de o Departamento de Comércio restringir os negócios da Huawei, Yu disse que a Huawei havia preparado um sistema operacional como o “Plano B”, caso fosse cortado da tecnologia americana.
Mais recentemente, Ren Zhengfei, fundador e diretor executivo da Huawei, disse que o sistema operacional da empresa foi originalmente projetado para redes de telecomunicações, não como um substituto do Android.
Assim como o Android, que é de longe o sistema operacional para smartphones mais usado no mundo, o Harmony será lançado como software de código aberto. Isso significa que estará disponível gratuitamente para desenvolvedores para ser estudado, aprimorado e redistribuído.
O nome chinês do novo sistema operacional é Hongmeng, um termo da mitologia chinesa que se refere ao estado caótico do universo antes da criação do céu e da terra. Mas a Huawei decidiu que o nome seria muito complicado para quem não fala chinês, disse Yu nesta sexta-feira. “Esperamos trazer uma maior harmonia a este mundo”, disse ele, em referência ao nome do sistema.
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