Um motoboy de 24 anos foi preso em flagrante por violência, lesão corporal, ameaça, invasão de domicílio e perseguição na noite desta terça-feira (4), no bairro Maracá, zona norte da cidade. Ele atacou um casal e tentou invadir uma casa, dizendo que a moradora era a “mulher da sua vida”.
Policiais militares foram acionados para uma ocorrência de vias de fato em uma casa. No local, se depararam com o casal de moradores, um autônomo de 51 anos e sua esposa, uma vendedora de 46.
Do outro lado da rua, estava o motoboy na calçada descontrolado. O jovem dizia palavras desconexas e ameaçava agredir as vítimas.
O casal relatou conhecer o rapaz apenas da igreja. Segundo eles, nos últimos meses, o motoboy vinha perseguindo a mulher com ligações telefônicas frequentes, na tentativa de iniciar um relacionamento amoroso. Diante das negativas da vítima, teria começado a fazer ameaças.
O marido relatou que, por volta das 18h, ouviu alguém bater no portão de sua casa. Ao abrir, se deparou com o jovem. Ele teria entrado na garagem autorização e agredido o morador com socos. Durante a agressão, ainda teria ameaçado: “eu vou buscar uma arma para te matar!”
Descontrolado, o agressor perguntava insistentemente pela vendedora e declarava que ela era a mulher da vida dele. A mulher, que percebeu a agressão contra o marido, tentou ajudar e retirar o invasor da garagem.
O embate continuou até o que o casal conseguisse expulsar o rapaz do imóvel e acionar a Polícia Militar, que chegou rapidamente. O acusado não fez menção de fuga.
SAÚDE MENTAL
Os policiais militares constataram a agitação e novas tentativas do acusado de entrar na residência, alegando que a moradora era a “mulher da sua vida”.
Ele foi contido e recebeu voz de prisão em flagrante. As vítimas poderão representar criminalmente contra ele, que ficou na carceragem da Central de Polícia Judiciária (CPJ) à disposição da Justiça, até audiência de custódia.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, considerando a gravidade e volume de crimes. O caso também deverá considerar informações da mãe do autor, de que ele seria usuário de entorpecentes e apresentaria histórico de alucinações e paranoia, agravados pelo uso de drogas.
O delegado responsável pelo caso já requereu que seja avaliada a possibilidade de internação compulsória em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.
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