Brasília - Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) realizam fiscalização sobre cobrança de bagagens pelas companhias aéreas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O retorno da gratuidade do despacho de bagagem na aviação comercial, aprovado nesta quarta, 27, pela Câmara dos Deputados, pode barrar a vinda de aéreas de baixo custo para o Brasil, na avaliação de fontes do governo que pediram anonimato.
Segundo apurou a reportagem, entre potenciais interessadas em operar no mercado doméstico estão a chilena JetSmart e a colombiana Viva Air.
Integrantes do Ministério da Infraestrutura afirmam que o governo estuda qual estratégia vai adotar para tentar conter o avanço da gratuidade. É possível trabalhar para derrubar a emenda no Senado, ou até mesmo num eventual retorno da matéria para a Câmara. Se em nenhuma das Casas o Executivo conseguir vitória, há a possibilidade de veto da medida. Depois, é preciso convencer o Congresso a eventualmente manter a decisão do presidente.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que a extinção da prática de cobrança de bagagens é um retrocesso e destacou que, após a implementação da medida, ao menos oito empresas estrangeiras demonstraram interesse em operar no País.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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