Política

Governo deve decidir reajuste de servidores até o dia 22

O governo deve decidir sobre o reajuste de salários do funcionalismo público até o dia 22 de maio. Técnicos da equipe econômica defendem que eventuais aumentos sejam oficializados até essa data para que haja “segurança jurídica” em alterar o Orçamento a tempo de conceder o benefício em ano eleitoral.

A tendência hoje é que seja concedido um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, como antecipado pelo Estadão/Broadcast no fim de março. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que quer dar o reajuste de 5%, o que custaria R$ 6,3 bilhões em 2022. O número, no entanto, não agrada o funcionalismo público, que mantém greves e paralisações em várias frentes.

A cada bimestre, o governo tem que divulgar um Relatório de Receitas e Despesas com ajustes no Orçamento para cumprir metas fiscais, como a de resultado primário (diferença entre receitas e despesas sem contar o gasto com juros) e a do teto de gastos, regra que atrela o crescimento das despesas à inflação. A avaliação de técnicos ouvidos pela reportagem é que, qualquer que seja o formato do reajuste, será necessário enviar ao Congresso uma série de mudanças legislativas para abrir espaço no Orçamento para o aumento do funcionalismo. Eles defendem que o ideal é que isso seja feito antes ou até o envio do próximo relatório bimestral, que tem prazo do dia 22 de maio.

Por causa do ano eleitoral, o governo teria que aprovar os projetos de lei necessários até junho, quando fecha a folha de pagamentos do mês seguinte. O reajuste só pode ser concedido até julho porque, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um presidente não pode aumentar o gasto com pessoal nos últimos 180 dias do mandato.

O reajuste geral esbarra, no entanto, no teto de gastos, que hoje não tem espaço para novas despesas. Por isso, os R$ 6,3 bilhões demandam ainda o corte de outras despesas já programadas, o que também deve ser detalhado no relatório bimestral.

Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse, no Broadcast Live, que novos cortes no orçamento serão necessários para compensar as “prioridades” definidas pela administração, entre elas o reajuste que o presidente Jair Bolsonaro quer dar ao funcionalismo. “É bem provável que isso seja definido em breve”, disse Valle na live.

Agência Estado

Recent Posts

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano

Acidente com morte em Marília no ano de 2024; em 2025 números aumentaram 250% nas…

15 horas ago

Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília

Espaço antes tomado pelo mato agora está limpo novamente (Foto: Divulgação) O estádio varzeano Pedro…

15 horas ago

Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia

O desperdício, nem sempre está associado a grandes excessos. Muitas vezes, ele surge de situações…

15 horas ago

Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

"É uma alegria enorme ver que a Saúde hoje é tratada como prioridade. A reforma…

15 horas ago

MAC desperdiça pênalti e empata sem gols com o Paulista no Abreuzão

Disputa de bola alta no primeiro tempo da partida (Foto: Matheus Dahsan/Assessoria Imprensa MAC) O…

24 horas ago

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

1 dia ago

This website uses cookies.