A Polícia Civil do Estado de São Paulo tem registrado uma série de ocorrências, inclusive em Marília, envolvendo um golpe que utiliza insinuações e falsas acusações de pedofilia como forma de extorsão. Em um caso recente, um homem de 27 anos, morador da zona norte da cidade, foi alvo dos criminosos.
Os alvos preferenciais são homens que aceitam iniciar conversas, em redes sociais e aplicativos de mensagens, com supostos perfis de mulheres jovens, geralmente com apelo sensual.
Segundo os relatos registrados, por trás destes perfis estão criminosos que utilizam telefones com códigos de área de estados do Sul do país para atrair as vítimas.
Os golpistas tentam construir uma “situação de intimidade” e passam a enviar fotos das supostas jovens, mesmo sem solicitação. Em uma segunda etapa, a vítima é abordada por outra pessoa, que se apresenta como pai da adolescente ou responsável legal.
Nesse contato, surge a acusação de que a mulher seria menor de idade, acompanhada de ameaças de denúncia por crime de pedofilia. Para dar aparência de veracidade, os criminosos enviam vídeos, áudios e informações pessoais da vítima, obtidas previamente.
Falso delegado
O golpe, que muitas vezes não chega ao conhecimento da polícia por conta do constrangimento das vítimas, passou a incluir personagens adicionais, como falsos delegados. No caso registrado em Marília, na manhã desta quarta-feira (7), um homem alegando ser chefe de uma delegacia em Santa Catarina tentou intimidar o morador da cidade.
O grupo tentou extorquir R$ 3 mil, mas não obteve sucesso. Ainda assim, sob forte pressão psicológica, medo de escândalo familiar, prisão ou exposição pública, muitas vítimas acabam realizando transferências bancárias.
Os criminosos, em geral, utilizam o sistema PIX e alegam que os valores seriam destinados à reparação de supostos danos envolvendo as jovens, que não existem.
‘Golpe das gauchinhas’
Nas redes sociais, a modalidade passou a ser apelidada informalmente de “golpe das gauchinhas” — embora as ações partam de diferentes regiões do país. Denúncias apontam que, após um pagamento inicial, os casos podem evoluir para novas exigências de dinheiro, sob alegações de indenizações, despesas médicas e até internações por problemas de saúde mental das supostas jovens, prolongando a extorsão.
A orientação da Polícia Civil é para que pessoas abordadas dessa forma não realizem pagamentos, não forneçam dados pessoais e procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência.
A corporação também reforça que agentes públicos de segurança não solicitam pagamentos, em hipótese alguma, para encerrar investigações ou evitar prisões, especialmente por meio de aplicativos de mensagens.
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