Na ordem: secretário da Saúde, Cássio Pinto; prefeito Daniel Alonso (PSDB); vereadora Vânia Ramos (Republicanos) e vereador Elio Ajeka (PP) – (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instalada pela Câmara de Marília, ainda não sabe quando será protocolado um novo pedido de contratação de consultorias para auxílio no trabalho de investigação dos supostos gastos com a pandemia pela Prefeitura.
A informação foi dada nesta terça-feira (18) ao Marília Notícia pelo vereador Elio Ajeka (PP), que preside a CPI, após a polêmica sobre o possível gasto, que poderia chegar aos R$ 475 mil, segundo previsão orçamentária.
A contratação de empresas com esta finalidade, no entanto, ainda não está descartada e Ajeka afirmou, recentemente, que eventuais gastos devem ficar bem abaixo do valor citado acima – que consta em um requerimento inicial feito pelo colegiado.
A CPI se reuniu oficialmente pela primeira vez na última sexta-feira (14), mas o pedido pela contratação de consultorias foi feito antes disso.
O presidente da Câmara, vereador Marcos Rezende (PSD), responsável por autorizar a despesa, negou a solicitação, alegando que a Comissão primeiro deveria ser formalizada oficialmente para que fosse feita a análise do pedido.
Havia sido solicitada a contratação de empresa para auditoria contábil, contratação de empresa de Tecnologia da Informação (TI), para suporte aos trabalhos e permissão para contato com técnicos e servidores do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), para auxílio e orientações.
Ivan Negão, relator da CPI, quer adiamento ou dispensa de auditoria, para evitar gastos (Foto: Will Rocha/Câmara de Marília)
Apenas o último pedido foi atendido por Rezende, referente ao TCE. Uma nova solicitação pelas contratações era esperada para esta segunda-feira (17), mas não veio. Na data, houve reunião informal dos membros da CPI e outra deve acontecer nesta quinta-feira (20).
Além de Élio, a CPI também é composta por Vânia Ramos (Republicanos) e Ivan Negão (PSB), o relator, cuja mudança de posicionamento foi decisiva para a indefinição atual sobre a contratação da auditoria.
Após ter aderido ao pedido, Negão recuou e retirou a assinatura do requerimento. O vereador entende que ainda não está claro se tais serviços serão, de fato, necessários, já que sequer foram disponibilizados os documentos e colhidos depoimentos. Ou seja, ainda não há o que ser analisado.
Por enquanto, o entendimento do relator prevalece, apesar de pressões sofridas – inclusive por sua retirada da relatoria da CPI, como o MN já mostrou. O político do PSB, no entanto, ainda pode voltar a apoiar a contratação de auditorias com o andar das investigações.
A primeira oitiva está marcada para a próxima sexta-feira (21) e o depoente será o prefeito Daniel Alonso (PSDB).
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