O candidato a prefeito pelo Novo, Garcia da Hadassa, e vice Eduardo Nascimento (Republicanos) se reuniram na tarde desta terça-feira (20) com o grupo “Mães que Lutam por Inclusão”, a fim de mostrar apoio na educação de alunos com transtorno do neurodesenvolvimento, síndromes ou deficiências.
Segundo os postulantes, atualmente, as cuidadoras de crianças com deficiências não são devidamente treinadas e remuneradas. Por isso, o candidato a prefeito e seu vice teriam se comprometido a dar transparência ao sistema de contratação e encontrar, de forma conjunta, a melhor solução. Também destacaram a criação da Secretaria da Inclusão, se eleitos.
“Atualmente há muita rotatividade das cuidadoras nas escolas por falta de treinamento e de valorização profissional. O que prejudica nossos filhos e os levam constantemente às regressões”, disse a fundadora do grupo, Caroline Camilo. Ela tem uma filha de quatro anos com autismo e, também, uma síndrome rara.
Caroline teria relatado que as cuidadoras sofrem constantes atrasos e falta de pagamento, além de terem uma remuneração baixa e serem pegas de surpresa quanto à sua real função. “É um trabalho que exige bastante, mas as cuidadoras não recebem treinamento, nem sabem ao certo o que farão. Quando começam, não sabem lidar com as crianças e ficam perdidas, levando à desistência.”
Segundo a assessoria de imprensa de Garcia, o encontro reuniu aproximadamente dez mães. “Sentimos confiança porque eles não prometeram, se comprometam, o que é bem diferente porque mostra verdade e lealdade”, teriam afirmado, conforme nota.
Na reunião, Garcia e Nascimento afirmam que se comprometeram a revisar o contrato com a empresa responsável pelas cuidadoras. “Diante da realidade que compartilharemos com essas mães, revisaremos o contrato e a melhor proposta”.
Hadassa e Nascimento ressaltaram ainda a criação da Secretaria Municipal da Inclusão, para intensificar essa frente de trabalho, atuando de forma integrada à Educação, Saúde e Assistência Social. A candidata a vereadora, Fabiana Marinho (Nono), que possui um filho com autismo, participou do encontro.
Lilian Leonel Nascimento também integra o grupo e diz que espera que a próxima gestão municipal resolva os descontos indevidos, atrasos e falta de pagamento sofridos pelas cuidadoras que prejudicam a elas e, principalmente, aos alunos que precisam dessa função para a inclusão escolar. “A cada troca de cuidadora, eles sofrem porque se apegam e não lidam bem com mudanças, ainda mais tão frequentes.”
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