Dinheiro foi apreendido na casa do presidente da Cohab na época da operação (Foto: Divulgação)
A 4ª Vara Criminal de Bauru (distante 110 quilômetros de Marília) aceitou pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e decretou o sequestro de bens de Edson Bastos Gasparini Junior, Izabel Cristina Gonçalves Dias Gasparini, Mariana Gonçalves Dias Gasparini e Paulo Sergio Gobbi, investigados pelo saque de valores na boca do caixa contra a Cohab da cidade no total de quase R$ 55 milhões.
A medida inclui os bens que os requeridos tenham transferido a pessoas jurídicas das quais façam ou tenham feito parte. Também houve a nomeação de um administrador para assumir o gerenciamento desses bens. A sogra de Edison, Maria Luzia Giacometo Dias, teve seus bens sequestrados em decisão proferida posteriormente.
Os quatro suspeitos foram denunciados pelo Gaeco pela prática de crime de organização criminosa e de inúmeros crimes de peculato, praticados por mais de 12 anos ininterruptamente.
Eles viraram réus em decisão proferida no dia 28 de abril, ocasião em que a Justiça fixou medidas cautelares diversas da prisão, como comparecimento mensal em juízo, proibição de acesso à sede da Cohab e proibição de contato direto ou indireto com funcionários da companhia ou testemunhas do processo, sob pena da decretação da prisão preventiva.
O processo, que teve seu sigilo afastado, segue com a notificação dos acusados para apresentação de defesa preliminar.
Ainda com relação aos desvios, a investigação prosseguirá em autos apartados com o objetivo de apurar a identificação do destino dado aos proveitos e produtos dos crimes e, por consequência, possíveis crimes de lavagem de dinheiro, de modo também a proporcionar a recuperação de eventuais novos ativos.
Esse processo tem relação com a Operação João de Barro, deflagrada no dia 17 de dezembro de 2019, para o cumprimento de mandados a fim de investigar quatro acordos firmados pela companhia com construtoras no âmbito de ações judiciais.
Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), durante o prosseguimento das apurações, através da oitiva de funcionários e de documentos obtidos, foi constatada uma possível nova forma de desvio de dinheiro dos cofres da Cohab, mais grave e mais lesiva.
“Trata-se de eventual apropriação direta de dinheiro da companhia, sob o pretexto de pagamento da dívida do seguro habitacional, o que justificou a instauração de novo Procedimento Investigatório Criminal nº 019/2020, em 24 de março de 2020”, diz o órgão em nota.
Segundo foi constatado, valendo-se da existência de uma dívida do seguro habitacional referente ao período de julho de 1998 a outubro de 2010 e sob a justificativa de pagamento dessa dívida, entre julho de 2007 a dezembro de 2019 foram realizados inúmeros saques nas contas da companhia, sempre na boca do caixa, totalizando-se quase R$ 55 milhões.
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