Marília

Funcionários reclamam de medidas de empresa contra o coronavírus

Funcionários da unidade de Marília da Paschoalotto, empresa do ramo de cobrança e telemarketing, estão preocupados com as condições de trabalho em meio ao avanço do coronavírus no Estado. Em Marília, até o meio dia desta sexta-feira (20), foram contabilizados 28 casos suspeitos.

Nos intervalos para almoço, lanche e janta, por exemplo, dezenas de trabalhadores se aglomeram em mesas e balcões, além de microondas, sem a disponibilização de álcool em gel. A preocupação se estende às famílias dos trabalhadores. Veja o vídeo no fim do texto.

Segundo relatos feitos ao Marília Notícia, são cerca de 1,3 mil funcionários a cada turno, com média de 300 por sala, todos muito próximos uns dos outros.

Na entrada e saída, segundo relatos, os trabalhadores ficam “juntinhos e se encostando (…), um do ladinho do outro”.

“No início de cada turno é dado duas folhas de papel (desses de secar as mãos no banheiro) com uma ou duas ‘esguichadas’ de álcool pra cada funcionário ‘higienizar’ onde fica”, afirmou ao site um trabalhador, para quem a medida seria insuficiente.

Conforme a queixa, haveria ainda alguns funcionários afastados por sintomas gripais, o que agravaria ainda mais o risco de uma eventual contaminação em massa.

“Os funcionários fingem estar tudo bem por precisarem do emprego, mas [estão] extremamente preocupados. Imaginem… Pessoas de todos os bairros de Marília e cidades vizinhas, ao saírem de seus turnos levando o vírus para suas casas. Não é suficiente o que eles [empresa] têm feito. É um desrespeito com o próximo e a vida”, disse o trabalhador.

Outro lado

Em entrevista por telefone ao MN, nesta sexta-feira (20), a gerente executiva de Recursos Humanos (RH) da empresa, Natalia Rodeguero, garantiu que a empresa tem um plano de contingência do coronavírus.

No entanto, de acordo com Natalia, outras medidas podem ser tomadas e os procedimentos podem ser melhorados. “Estamos nos reunindo todos os dias para entender as medidas possíveis de serem feitas”.

Segundo a gerente de RH, quem pode trabalhar em home office já está fazendo e são estudadas medidas para aumentar a distância física entre os funcionários.

Sobre a possibilidade de distribuir álcool em gel para todos, estaria havendo dificuldade de aquisição com fornecedores.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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