Marília

Funcionários do HC e Famema organizam protesto por salários

Funcionários de braços cruzados (Foto: Divulgação)

A Associação dos Funcionários da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) convocou funcionários do Hospital das Clínicas de Marília e da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) para um ato público em frente ao complexo da faculdade na tarde desta quinta-feira (25).

A manifestação pede respeito profissional, melhores condições de trabalho e melhor atendimento à população.

“Estamos há 4 anos sem reposição salarial. Temos apenas 2% de anuênio, calculado no salário-base e no nosso caso, é menor que o salário mínimo. Reajuste de insalubridade depende da locação do funcionário baseado no salário mínimo”, dizem os organizadores.

“Com tantas perdas, muitos funcionários já estão recebendo PIS, Bolsa Família e outros benefícios do Governo que muitos ainda nem sabem que já estão tendo direito”, completam.

Isonomia

Também é elaborado um abaixo-assinado pedindo igualdade na reposição salarial aos funcionários da Famema e do Hospital das Clínicas. Existe a ameça de greve se o pedido não for atendido.

Segundo a Associação, ao todo são aproximadamente 2,4 mil trabalhadores que possuem vínculos com a Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília) e a Fumes.

Essas autarquias são as responsáveis pelas contratações de quem trabalha no complexo. Cerca de 30% desses funcionários, na década de 1990, fizeram a opção por receber diretamente do Tesouro do Estado. São os chamados “optantes”.

Os demais recebem com recursos oriundos do SUS (Sistema Único de Saúde) via Famar ou Fumes, e são chamados “não optantes”.

Os “optantes”, que recebem direto do Governo, tiveram nos últimos dias o reajuste de 3,5% concedido pelo governo estadual, além de aumento de R$ 8 para R$ 12 por dia de vale-alimentação.

O problema é que os demais, cerca de 70% dos funcionários chamados “não optantes”, estão com os salários e vale-alimentação congelados. “Queremos que todos recebam os reajustes, não só quem recebe direto do Estado”, afirma Márcio Freitas, diretor da Associação.

A situação e a bagunça dentro do complexo Famema vem causando indignação entre os funcionários. De acordo com Márcio, nos últimos anos os reajuste vinha sendo iguais para todos.

O abaixo-assinado é endereçado aos presidentes da Fumes e da Famar, respectivamente Marcelo José de Almeida e Igor Ribeiro de Castro Biernet, e também serie entregue ao novo secretário de Saúde do Estado, Marco Antônio Zago.

Outro lado

A assessoria de imprensa do HC/Fanena enviou nota sobre o assunto:

“Reunião nesta terça-feira, dia 24 de abril, em São Paulo, na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão tratou do assunto da isonomia salarial e diferença no valor do tíquete alimentação aos funcionários da Famema e HCFAMEMA. Na pauta de discussão, os principais assuntos foram o tíquete alimentação e reajuste de 3,5% definido em decreto pelo Governador Geraldo Alckmin ao funcionalismo estadual e, automaticamente, aplicados aos funcionários da FUMES “optantes”, com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, como isonomia também para os funcionário FUMES não optantes e FAMAR.

Participaram da reunião, o Diretor Geral da Famema, Dr. Valdeir Fagundes de Queiroz, a Superintendente do HCFAMEMA, Dra. Paloma Aparecida Libanio Nunes, o Assessor do Governador do Estado, Vinícius Camarinha e o Secretário Estadual de Planejamento, Maurício Juvenal. Equipe técnica da Secretaria de Planejamento passou desenvolver os estudos sobre a isonomia salarial na Famema e dará um posicionamento sobre o assunto “o mais rápido possível”.

No encontro, foram apresentados o abaixo-assinado dos funcionários pela isonomia de reajuste e tíquete e estudo sobre o impacto dos reajustes (tíquete e salário) na folha de pagamento. A solicitação da Famema é pelo pagamento da diferença do tíquete alimentação e do reajuste de 3,5% aos demais funcionários de forma retroativa”.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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