Brasileiros que estudam em Pedro Juan Caballero consideram a cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, tranquila. Essa rotina, porém, foi interrompida neste domingo, 19, com a fuga de 75 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Embora o presídio fique distante do centro, eles têm medo de que residências sejam invadidas. No Paraguai há quatro ou cinco anos, eles vivenciaram no domingo a primeira fuga em massa de presos e a maioria fala à reportagem sob anonimato com receio dos desdobramentos do caso.
Os estudantes integram um grupo de pelo menos 12 mil pessoas que saíram do Brasil para cursar Medicina no país vizinho. “Por enquanto, está tudo normal, mas a população está com medo de invasão nas residências ou assaltos. Geralmente, quem faz isso aqui são essas pessoas que estavam presas porque na cidade não tem assalto nem nada, é seguro. Mas agora que estão soltos, fica a insegurança”, conta uma estudante de 21 anos que há quatro mora na cidade.
A estudante conta que havia muitas viaturas policiais na região. Outro estudante brasileiro relatou que poucas pessoas estavam nas ruas da cidade. “Mas muitas não têm medo, a cidade é muito segura e dificilmente acontece algo com quem não tem envolvimento com tráfico.”
Do lado brasileiro da fronteira, o medo também existia, segundo conta a estudante Vanessa Sibely, de 21 anos. “A população fica assustada, sim, mas não é muito comum acontecer coisas desse tipo”, diz.
Para um estudante de 26 anos, o ocorrido não afeta sua rotina. “Mas para a população, assusta por aumentar o número de crimes devido à disputa entre facções pela fronteira.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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