Política

Forças Armadas compram 35 mil comprimidos de Viagra

O deputado federal Elias Vaz (PSB/GO) apresentou à Câmara dos Deputados um requerimento para que o ministro da Defesa, General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, esclareça a compra de 35.320 comprimidos de Viagra para as Forças Armadas.

O parlamentar diz ter identificado, no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal, oito pregões homologados em 2020 e 2021 e ainda em vigor neste ano. Nessa linha, argumenta que o requerimento é necessário ‘para a fiscalização econômico-financeira’.

“O governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e em quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país, entretanto, enfrentam com frequência falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra. O Congresso Nacional e a sociedade merecem uma explicação”, registra o parlamentar no documento.

Nos processos de compra, o medicamento é listado como citrato de sildenafila, em dosagens de 25 mg e 50 mg. De acordo com Vaz, 28 320 comprimidos foram comprados para a Marinha. O Exército ficou com 5 mil unidades do medicamento e a Aeronáutica com 2 mil comprimidos.

Ao Estadão, a Marinha afirmou que a compra de sildenafila visa o tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), ‘uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar’.

O deputado ainda questiona outras aquisições do Ministério da Defesa, entre elas a compra de mais de 1 milhão de quilos de picanha, filé e salmão entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022, na gestão de Braga Netto.

“Só de filé mignon são 557,8 mil quilos para atender aos comandos da Marinha, da Aeronáutica e do Exército, além da Indústria de Material Bélico do Brasil. O cardápio ainda incluiria 373,2 mil quilos de picanha e 254 mil quilos de salmão”, diz a equipe do deputado.

COM A PALAVRA, A MARINHA

Os processos licitatórios realizados pela Marinha do Brasil para aquisição de sildenafila de 25 e 50mg visam o tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar. Pode ocorrer associada a uma variedade de condições clínicas subjacentes ou a uma doença que afete exclusivamente a circulação pulmonar. Trata-se de doença grave e progressiva que pode levar à morte. A associação de fármacos para a HAP vem sendo pesquisada desde a década de 90, estando ratificado, conforme as últimas diretrizes mundiais (2019), o uso da sildenafila, bem como da tadalafila, com resultados de melhora clínica e funcional do paciente.

Agência Estado

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