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Força-tarefa entra no maior presídio de Roraima e inicia intervenção

A entrada de 250 agentes na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima, marcou o início da transferência temporária da administração do sistema prisional do Estado para o governo federal.

Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira, 26, o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Tácio Muzzi, o corregedor-geral do Depen e administrador federal do Sistema Penitenciário de Roraima, Paulo Rodrigues da Costa, e a diretora do Sistema Penitenciário Federal, Cíntia Rangel, falaram que a Operação Élpis, que significa “esperança”, tem o objetivo devolver ao Estado o controle do sistema que hoje está sob comando de facções criminosas e fornecer assistência material aos presos, que já estavam passando fome, após a crise financeira que assolou o Estado.

Serão R$ 53 milhões disponibilizados pelo Fundo Penitenciário Nacional para reforma, construção de novos presídios e aparelhamento de agentes. A intervenção branca vai perdurar até o dia 31 de dezembro e os agentes federais do Depen não informaram como pretendem fazer tudo o que se propuseram em tão pouco tempo.

“Esperamos nos próximos meses melhorar o estabelecimento penal. Temos esperança de conseguir nosso objetivo, por isso o nome da operação”, disse Muzzi.

O novo administrador federal do Sistema Penitenciário de Roraima, Paulo Rodrigues da Costa, explicou que os presos vão receber roupas, alimentos e terão seus direitos preservados. “Não haverá violação dos direitos dos presos. Vamos fornecer tudo que precisam e dar andamento às ações judiciais em curso para, na medida do possível, tentar trazer um equilíbrio para o próximo governo. Queremos que daqui a um tempo Roraima seja exemplo de sistema carcerário do Brasil.”

O secretário de Justiça e Cidadania do Estado, coronel Macedo, explicou que se não fosse a ajuda federal, o Estado não conseguiria nem mesmo entrar no presídio para efetuar as reformas. “Precisávamos desse apoio para dar segurança, pois os funcionários da empresa contratada não tinham condições de trabalhar na obra por falta de segurança. Essa mudança vai trazer grande reflexo na segurança pública de todo o Estado.”

Agência Estado

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