O policial penal Gilson Junior dos Santos, acusado de envolvimento em uma tentativa de homicídio dentro de um supermercado em Marília, está foragido da Justiça e não comparece ao trabalho desde o dia seguinte ao crime.
Diante da ausência prolongada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) instaurou procedimento administrativo disciplinar e solicitou o bloqueio dos vencimentos do servidor.
Segundo a SAP, Gilson não se apresenta para desempenhar suas funções desde 16 de novembro, um dia após o episódio violento registrado no bairro Palmital. Lotado na unidade prisional de Getulina, o policial penal passou a ser considerado em ausência funcional injustificada, o que motivou a abertura de apuração interna para avaliar sua conduta e eventual aplicação de sanções administrativas, que podem incluir a demissão.
Conforme prevê a legislação estadual, servidores que acumulam faltas sem justificativa legal podem ter o pagamento suspenso. Assim, além de responder na esfera criminal pela tentativa de homicídio, Gilson também enfrenta consequências administrativas pelo abandono de cargo, infração considerada grave e passível de demissão após a conclusão do processo administrativo.
Crime em supermercado
A tentativa de homicídio ocorreu na noite de 15 de novembro de 2025, em um supermercado localizado na avenida República, em Marília. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Gilson teria efetuado três disparos contra o vizinho, Johnny da Silva Sarmento, atingindo-o no abdome e nas costas.
Imagens do sistema de segurança do estabelecimento registraram momentos de pânico entre clientes e funcionários, que correram para se proteger após os tiros em um ambiente fechado e com grande circulação de pessoas. Ainda segundo a acusação, após os disparos, o policial penal teria chutado a vítima, que já estava caída no chão, antes de fugir do local em seu veículo.
Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a uma cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu internado.
Denúncia e qualificadoras
O MP-SP denunciou Gilson Junior dos Santos por tentativa de homicídio qualificado, apontando quatro agravantes: motivo fútil, em razão de um desentendimento considerado desproporcional; perigo comum, pelo uso de arma de fogo em local movimentado; recurso que dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida; e uso de arma de fogo de uso restrito, uma pistola calibre nove milímetros.
Diante da gravidade do caso, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado. Até o momento, o acusado não foi localizado e segue sendo procurado.
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