O mercado imobiliário de Marília apresentou transformações profundas e ritmo acelerado de crescimento na última meia década. Impulsionada principalmente pelos investimentos em habitação popular, a cidade consolidou-se como um polo regional do setor, com recordes sucessivos e capacidade de adaptação diante das oscilações econômicas nacionais, conforme apontam os relatórios da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
Entre 2020 e 2025, o desempenho do mercado refletiu tanto a expansão do crédito quanto a força da demanda local. Em 2020, primeiro ano da série histórica, Marília registrou 981 unidades contratadas e um volume total de financiamentos de R$ 112,4 milhões, patamar que serviu de base para a trajetória ascendente observada nos anos seguintes.
No início da série histórica, em 2020, Marília registrava um volume de 981 unidades contratadas, com um montante total de empréstimos na casa dos R$ 112,4 milhões. Esse patamar serviu como base para um crescimento gradual nos anos seguintes.
Em 2021, o setor manteve ritmo positivo, com crescimento de 7,7% no valor financiado, que alcançou R$ 121,1 milhões, além de um aumento de 6,2% no número de unidades contratadas. A tendência de avanço moderado prosseguiu em 2022, quando o volume financeiro subiu mais 4,1%, totalizando R$ 126,1 milhões, sinalizando um mercado aquecido e em processo de maturação.
Esse cenário preparou o terreno para o período mais expressivo da construção civil local. O biênio 2023-2024 marcou o auge do mercado imobiliário em Marília dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Entre 2022 e 2023, o valor total de empréstimos mais que dobrou, saltando de R$ 126,1 milhões para R$ 262,9 milhões — um crescimento de 108,4% em apenas 12 meses.
O avanço também se refletiu no número de contratos, que passou de cerca de mil para mais de 1,8 mil unidades. Em 2024, o desempenho foi ainda mais robusto. Marília atingiu o maior volume da série histórica, com 2.859 unidades contratadas e R$ 446,5 milhões em financiamentos. Na comparação com 2023, o crescimento foi de 70%, o que consolida 2024 como o ano de maior expansão do setor imobiliário no município.
Os números mais recentes, referentes a 2025, indicam um movimento de acomodação após o pico histórico. O valor total de empréstimos recuou para R$ 262,9 milhões, queda de 41,1% em relação ao ano anterior. O número de unidades contratadas também diminuiu, chegando a 1.678.
Apesar da retração no comparativo anual, o desempenho de 2025 permanece superior ao registrado em 2020, 2021 e 2022, o que sugere um ajuste natural do mercado após um período de lançamentos concentrados.
A análise dos dados também mostra uma valorização consistente dos imóveis na cidade. O valor médio de compra subiu de R$ 157,7 mil em 2020 para R$ 211,6 mil em 2025, o que reflete tanto a inflação dos insumos da construção civil quanto a valorização imobiliária em Marília.
A predominância das faixas 1 e 2 reforça que o principal motor do mercado local segue sendo a habitação voltada à baixa renda. Mesmo com a redução dos subsídios — o desconto médio passou de R$ 35,7 mil em 2024 para R$ 15,7 mil em 2025 —, os incentivos continuam desempenhando papel decisivo para a manutenção do volume de contratos e para a sustentabilidade do setor no médio prazo.
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