Esse deve ser um dos projetos a ser anunciado em 1º de junho, quando a empresa ítalo-americana apresentará, na Itália, seu plano de investimentos globais para os próximos cinco anos.
O novo presidente da FCA no Brasil e América Latina, Antonio Filosa, diz que o segmento de picapes é uma das apostas do grupo – que já produz a Strada e a Toro -, de olho no crescimento do agronegócio.
O Brasil assiste, compara ele, a um “alinhamento astral de quatro planetas: safra recorde, aumento do preço internacional da soja, câmbio favorável e quebra da safra da Argentina, abrindo espaço maior para o produto brasileiro.
O novo plano de investimento deve incluir também a ampliação do portfólio de produtos da Fiat, provavelmente com a introdução de um utilitário-esportivo da marca. Hoje, esse segmento é restrito à marca Jeep, com o Renegade e o Compass.
A limitação de produtos da marca italiana é apontada como um dos motivos de a Fiat ter perdido a liderança em vendas para a General Motors e a vice-liderança para a Volkswagen.
“Nosso plano é voltar a ser líder de mercado, com rentabilidade”, diz. Ele acredita que a FCA volte ao topo ainda este ano, na soma de veículos Fiat e Jeep. Já a Fiat, individualmente, só deve recuperar o posto em 2020. Aos 44 anos, quase 20 deles na Fiat/Chrysler, Filosa assumiu a presidência da empresa na região em março.
Rota
O prazo em que o novo plano será colocado em prática vai depender da aprovação do Rota 2030, novo regime automotivo que deveria ter entrado em vigor em janeiro, mas está parado nas mãos do governo. “Esperamos que seja anunciado nos próximos dias”, afirma Filosa, ao ressaltar que o setor precisa de previsibilidade para comprometer recursos no longo prazo.
O executivo italiano diz ver a economia brasileira num momento bom de crescimento e prevê para este ano um mercado total de 2,4 milhões de automóveis e comerciais leves, seguindo a projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Já a Argentina, onde ele comandou a FCA nos últimos dois anos, passa por uma crise cambial que deve reduzir em 100 mil veículos a previsão de vendas neste ano, cuja meta era 1 milhão de unidades. Como boa parte do consumo local é fornecida pelo Brasil, “certamente haverá impacto na produção local”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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