Marília

Fevereiro Roxo: internações por leucemia sobem em Marília

Santa Casa de Marília é uma das instituições referências, pelo SUS, para atendimento a pessoas com leucemia na cidade (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa)

Dados do Ministério da Saúde indicam aumento das internações, em Marília, no ano de 2020 devido a leucemia. O câncer que ataca tecidos responsáveis pela formação do sangue tem pelo menos 12 tipos. O número de hospitalizações na cidade teve alta de 21% em 11 meses.

Para fortalecer as ações de diagnóstico precoce, pesquisa e apoio aos pacientes, o mês é dedicado ao tema. O “Fevereiro Roxo” é uma mobilização da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), entre outras entidades.

Mesmo com os esforços de governos e sociedade, a doença segue fazendo vítimas. Os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde indicam que, de janeiro a novembro do ano passado, Marília registrou 92 internações. Em 2019, no mesmo período, foram 76.

Os agravos da doença, que levaram os pacientes à hospitalização, voltou aos níveis de 2013, ano em que foram computadas 97 internações de marilienses com leucemia.

O número de internações não representa, necessariamente, o total de pacientes. O mesmo doente pode necessitar de mais de um período de hospitalização ao longo de seu tratamento.

O diagnóstico precoce é um aliado para salvar vidas. Em geral, a doença provoca palidez, cansaço e febre, além do aumento de gânglios.

Infecções persistentes ou recorrentes devem ser investigadas. São verificados ainda hematomas sem causa, petéquias (como na dengue) e sangramentos sem explicação. Os pacientes podem ter ainda aumento do baço e do fígado.

Mortes

O Atlas de Mortalidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, em dez anos, 110 pessoas residentes em Marília morreram de leucemia.

Os anos com mais mortes foram 2018, com 16 vidas perdidas, e 2010, quando a doença matou 15 marilienses. Em 2015 e 2014 ocorreram menos mortes, respectivamente sete e oito casos fatais de leucemia.

O ano em que ocorreu o óbito não representa necessariamente a época de diagnóstico e início de tratamento. Na maioria dos casos, a luta contra a doença pode durar vários anos.

Carlos Rodrigues

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