Marília

Festas de final de ano deixaram situação da Covid insustentável

Entre o dia 31 de dezembro e esta quinta-feira, dia 14 de janeiro, o número de mortes pela Covid-19 em Marília aumentou em quase 24%. Até o último dia de 2020 eram 105 vítimas da pandemia na cidade. Agora são 130, ou seja, 25 a mais.

Especialistas são praticamente unânimes ao afirmar que as festas de final de ano implicaram no avanço insustentável do novo coronavírus no Estado, mesmo com a vigência de regras equivalentes à fase vermelha durante alguns dias entre Natal e Ano Novo em todo o território paulista.

A situação mariliense não é diferente, ainda que os casos estivessem em aceleração mesmo antes do Natal no município.

Do começo da pandemia até o momento são 9.881 moradores de Marília que já testaram positivo para a doença. Em 31 de dezembro eram 1.710. O aumento foi de 20% em 14 dias.

Atualmente é de 100% a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes da Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) em Marília.

Em 31 de dezembro esse índice era de 89,29% e duas semanas antes disso o percentual de ocupação ficou em aproximadamente 67%.

Em relação aos 131 leitos de UTI para Covid-19 em toda a região de Marília, composta por mais de 60 municípios, a ocupação atual é de 82,45% – a maior até o momento.

Em 31 de dezembro o índice era de 69,83% e 14 dias antes era de 57,39% – ou seja, antes do período de festas.

Nesta quinta-feira a Prefeitura de Ourinhos (distante 94 quilômetros) informou que oito dos 11 hospitais do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Marília estão com alta taxa de ocupação dos leitos de UTI. Cinco deles estão com 100% de ocupação.

“Na terça-feira (12), os hospitais de Adamantina, Osvaldo Cruz, Assis, Paraguaçu Paulista, Marília, Ourinhos, Santa Cruz do Rio Pardo e Garça estavam com taxa de 70% a 100% de ocupação”, informou a Prefeitura de Ourinhos.

Vale lembrar que em meio ao avanço da doença em Marília, festas clandestinas foram realizadas. Uma delas, com mais de 300 pessoas, acabou interrompida pela fiscalização da Prefeitura em conjunto com a Polícia Militar.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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