A Justiça de Marília marcou para o dia 11 de dezembro, às 10h, a primeira audiência de instrução, debates e julgamento no processo que apura o feminicídio de Lucimara Nunes, ocorrido em Vera Cruz, no início de agosto. O caso, que teve grande repercussão, é conduzido pelo juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal de Marília.
O processo tramita com prioridade, por se tratar de réu preso ainda sem julgamento. Rodrigo Henrique de Souza, de 39 anos, está em prisão preventiva e responde por homicídio qualificado com uma série de agravantes.
A audiência — a primeira envolvendo testemunhas — será determinante para a sentença de pronúncia, etapa em que o juiz decidirá se o caso irá ou não a júri popular. Na ocasião, o réu deverá ser ouvido em juízo.
Crime bárbaro
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do promotor Rafael Abujamra, apresentou denúncia contra Rodrigo em 13 de agosto.
A representação foi aceita integralmente pela Justiça. A acusação enquadra o crime como feminicídio qualificado, com as circunstâncias de menosprezo à condição de mulher, motivo torpe, meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e descumprimento de medida protetiva.
Segundo o MP, dias antes do crime o réu já havia perseguido e agredido a ex-companheira, motivo pelo qual foi expedida uma ordem judicial de afastamento — ignorada por ele.
Além disso, Rodrigo é reincidente em violência doméstica e estava em regime de sursis — benefício que suspende temporariamente o cumprimento de pena anterior — quando cometeu o assassinato.
Plena luz do dia
O feminicídio ocorreu no início da tarde de 2 de agosto, na rua Aurélio Luiz Oliveira, área central de Vera Cruz. Lucimara Nunes, de 55 anos, cabeleireira, estava na casa da irmã e se despedia de familiares quando percebeu a aproximação do ex-companheiro.
De acordo com a investigação, ela tentou se abrigar dentro do imóvel, mas foi perseguida e atacada com múltiplos golpes de faca no peito, na frente da irmã e de um sobrinho. Câmeras de segurança de imóveis próximos flagraram Rodrigo caminhando com a faca nas mãos e, em seguida, fugindo do local correndo.
Lucimara chegou a ser socorrida consciente e levada ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília, onde morreu durante cirurgia devido à gravidade dos ferimentos.
Após o crime, Rodrigo fugiu em um Peugeot branco, localizado algumas horas depois em Marília. Ele tentou escapar a pé, mas foi capturado pela Polícia Civil em Pompeia, escondido no quintal de uma casa.
Em depoimento preliminar, confessou o crime alegando ciúmes, mas optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório formal na delegacia. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva ainda na audiência de custódia.
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