A família de Lucas Fernando Fonseca de Carvalho Silva, que morreu aos 32 anos na noite do último sábado (28), vítima de um acidente de trânsito na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), lançou a campanha ‘Justiça por Lucas’. O objetivo é pedir a punição do motorista que causou o acidente e fugiu sem prestar socorro.
O Marília Notícia conversou com Taina Rodrigues, de 31 anos, prima da vítima e uma das coordenadoras da campanha. Ela contou que mais de 100 pessoas já estão envolvidas diretamente na ação e o apoio está crescendo após criarem um perfil na rede social Instagram; até a manhã desta terça-feira (31), a conta já tinha mais de 620 seguidores.
“Ele (motorista) contou uma versão mentirosa no primeiro depoimento. Queremos justiça porque foi arrancando um pedaço de nós. Não conseguimos aceitar que seja desta forma, por isso vamos mobilizar pessoas para que possam ajudar”, afirmou Taina.
ALEGAÇÃO DO AUTOR
De acordo com informações apuradas pelo MN, o suspeito se apresentou na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília na presença de dois advogados, por volta das 14h desta segunda-feira (30).
O homem confirmou que estava dirigindo o veículo que provocou a morte da vítima. Ele é filho de Roberto Carlos Gonçalves, atual secretário de Esportes de Oriente.
O suspeito teria relatado que trafegava pela SP-294, quando sentiu o impacto da batida, sem saber se havia atingido um animal que cruzava a pista. Em sua versão, disse para a Polícia Civil que soube da morte apenas no dia seguinte, por meio da imprensa.
No depoimento, o autor afirmou ainda que sentiu medo e por isto teria abandonado o local do acidente e ido para Oriente, até a casa de um amigo. Depois retornou para Marília, onde abandonou o carro que estava usando no quintal da casa de um desconhecido.
REVOLTA DA FAMÍLIA
Familiares, amigos e outros apoiadores da causa estão se mobilizando para fazerem camisetas com a foto de Lucas e mensagens por justiça para o caso. Além disso, estão sendo programadas manifestações em Oriente, onde mora o envolvido. A família também contratou um advogado para colher provas.
“Lucas era muito querido, trabalhador desde os 14 anos. Saiu do shopping, onde trabalhava, às 22h26, mandou mensagem para esposa para avisar que estava indo, mas não chegou em casa. Entrou na rodovia e foi morto. Era um pai presente para os filhos de 6 e 11 anos, que eram outro relacionamento, muito carinhoso, sorridente e alegre”, lembrou a prima Taina.
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