Valéria ficou internada por vários dias na UTI do Hospital das Clínicas de Marília (Foto: Redes sociais)
Mesmo após sua morte, causada por um grave acidente de trânsito no começo do mês em Marília, a técnica em enfermagem Valéria Cristina Lima Zube, de 45 anos, foi capaz de salvar mais algumas vidas. O Hospital das Clínicas (HC) de Marília, onde a mulher permaneceu internada por vários dias, confirmou a doação de órgãos da profissional da saúde.
De acordo com informações do HC de Marília, a morte encefálica da vítima foi confirmada na manhã do sábado (9), às 8h22. Ela havia sido internada no dia 1º de setembro, após sofrer um acidente de moto pela avenida José Carlos Sanches Cibantos, no Jardim Aquarius, zona Oeste de Marília. A mulher estava na garupa do veículo.
A família da técnica em enfermagem autorizou a doação de seu coração, fígado, rins e córneas. Não foi divulgada a quantidade de pessoas que foram beneficiadas com os transplantes.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
O Marília Notícia conversou com o médico cardiologista e intensivista Piero Biteli, coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Beneficente da Unimar (Unimar) sobre o assunto.
O médico esclareceu que a doação de órgãos e tecidos é viável tanto a partir de doadores vivos compatíveis, como no caso de rins e fígado, quanto de doadores falecidos, quando córneas e ossos podem ser retirados de pessoas já mortas. Porém, a doação de outros órgãos, além de rins e fígado, é restrita a pacientes com morte encefálica.
“Os centros maiores acabam tendo maior número de doadores, já que os potenciais doadores são geralmente vítimas de acidentes automobilísticos, ou baleados. Por esse lado, nossa região acaba tendo um número menor de potenciais doadores. Conseguimos dois potenciais doadores nos últimos cinco anos no HBU e após entrevista familiar, conseguimos o consentimento nos dois casos”, conta Biteli.
Ele explicou que essa realidade não é comum, pois muitas famílias são resistentes por diversas dúvidas, sobre como ficará o corpo da pessoa após ser aberto para a cirurgia, se a pessoa realmente faleceu, uma vez que o coração ainda está batendo; e se a pessoa terá alguma dor durante o procedimento.
“São questões compreensíveis por parte dos familiares, dada a falta de informação sobre o procedimento. Após a retirada dos órgãos, o corpo é suturado normalmente, como em qualquer cirurgia. O coração ainda está batendo e os órgãos funcionando, por isso podem ser doados e, mesmo após a constatação da morte cerebral, pela legislação brasileira, o procedimento é feito após anestesia geral”, esclarece o médico.
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