Regional

Falta de doses atrapalha vacinação antirrábica

O Departamento de Higiene e Saúde (DHS) de Pompeia (distante 31 quilômetros de Marília), através da Vigilância Sanitária, precisou adotar estratégias para a realização de mais uma Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina, por causa da escassez no recebimento de doses contra a raiva.

Em 2021, o setor recebeu apenas 1,1 mil vacinas, sendo que a meta do município é imunizar cerca de cinco mil animais.

“Neste ano, escolhemos atender somente a área rural do município, considerada prioridade para a vacinação antirrábica canina e felina, uma vez que a raiva tem maior incidência de casos em animais silvestres”, explica o diretor da Vigilância Sanitária, João Marcelo Destro, o “Shell”.

A raiva é uma doença viral e infecciosa, transmitida por mamíferos. A transmissão da doença se dá pela entrada do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas.

O vírus entra no organismo, multiplica-se e atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central.

Ainda, segundo a Vigilância Sanitária, não há informações se outras doses do imunizante podem ser entregues ao setor nos próximos meses.

OUTRO LADO

Em nota a Secretaria de Estado da Saúde informa que os municípios estão abastecidos com vacinas contra raiva para animais, “para imunização rotineira e têm autonomia para definir estratégias neste sentido, visando à segurança dos animais e da população. Importante pontuar que não houve registros de casos da doença em cães e gatos nestes anos, até o momento.”

Ainda de acordo com a pasta, “seguindo os protocolos de segurança e prevenção contra a Covid-19 e visando evitar aglomerações para conter a transmissão da doença, o Estado de São Paulo pactuou com as Prefeituras este tipo de conduta para os anos de 2020 e 2021.”

“O Estado segue as diretrizes do Ministério da Saúde para o controle da raiva. A responsabilidade da aquisição e distribuição da vacina antirrábica é do órgão federal, e o Estado apenas redistribui para os municípios, à medida que os lotes chegam a SP”, afirma.

Na nota, a Saúde estadual diz que, “excepcionalmente em 2019, o Ministério entregou apenas cerca de 30% da demanda anual de SP, que totaliza 5,5 milhões de doses para cães e gatos. Nesse contexto, para garantir o atendimento em todo o Estado, a Secretaria de Saúde disponibilizou doses do estoque estratégico para os municípios que registraram casos de raiva nesses animais e demandaram vacinação, por meio de ações de bloqueio, por exemplo.”

Daniela Casale

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