Parte da prateleira de medicamentos ficou vazia em uma das farmácias de Marília (Foto: Daniela Casale/Marília Notícia)
Comprar antibióticos não tem sido uma tarefa fácil em Marília. Há alguns meses o produto está em falta em todo o país, o que tem feito com que os moradores da cidade percorram várias farmácias em busca do medicamento, essencial para o tratamento de alguns problemas de saúde.
Sem previsão para a regularização do problema, a assessora comercial Natania Milmann precisou fazer uma verdadeira peregrinação em busca do remédio. O médico receitou Amoxicilina para a filha de sete anos, que passa por crise de sinusite. Ainda assim, o medicamento indicado não foi encontrado.
“Passei pelas principais farmácias da cidade. Fui em pelo menos oito delas, mas em nenhuma tinha. Acabei encontrando uma última caixa em uma farmácia na avenida Santo Antônio, mas é de uma marca mais cara. Paguei R$ 150 e ainda vai faltar para os dias que ela tem que tomar. Quase liguei para pedir outro para o pediatra”, conta Natania ao Marília Notícia.
A Meire Franco também precisou comprar antibiótico. Ela afirma que, há algumas semanas, por indicação do pediatra, foi direto em uma determinada farmácia. A informação era que o medicamento seria encontrado lá naquele momento.
“O pediatra já indicou ir diretamente a uma farmácia, pois realmente está difícil encontrar em outras farmácias e lá ele sabia que, naquele dia, tinha. Ele tinha recebido informações por meio de grupos de WhatsApp com vários médicos”, lembra.
A advogada Tatiane Cristina também precisou comprar um antibiótico para a filha de dois anos e passou por duas farmácias até encontrar o último medicamento, em um estabelecimento na avenida Sampaio Vidal, Centro de Marília.
“Passei pelas duas primeiras farmácias e não tinha o antibiótico. Começou a me bater um desespero, mas por sorte, na terceira tinha. O farmacêutico me disse que tive sorte, pois era o último que tinha para vender. Ele confirmou que estava em falta e não tinha previsão de receber muitas unidades nos dias seguintes”, detalha a advogada.
O desabastecimento no país é explicado pela a falta de insumo farmacêutico ativo (IFA), o principal ingrediente dos remédios. Sem o produto, é como se o medicamento fosse apenas uma junção de várias substâncias sem efeito nenhum. O Brasil produz apenas 5% do IFA utilizado no território nacional. O resto é importado, 68% são provenientes da China.
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