FILE PHOTO: Antonio Palocci (L), former finance minister and presidential chief of staff in recent Workers Party (PT) governments, is escorted by federal police officers as he leaves the Institute of Forensic Science in Curitiba, Brazil, September 26, 2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer/File photo
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou novo pedido de liberdade do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, preso preventivamente setembro de 2016, em razão da Operação Lava Jato. Para o ministro, toda a argumentação trazida pela defesa de Palocci no novo habeas corpus já foi discutida pelo plenário do STF quando, em abril, negou liberar o ex-ministro dos governos Lula e Dilma da prisão
“Não cabe, nessa ótica, a impetração de novo habeas corpus para o fim de rediscutir o decidido de modo soberano pelo Tribunal Pleno”, assinalou Fachin, em decisão assinada na quarta-feira, 6
A defesa de Palocci alegava que não existem motivos para manutenção da prisão do ex-ministro, que, depois de encarcerado, foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba.
No entanto, no julgamento de abril, para a maioria dos ministros, há risco de reiteração ao crime por parte de Palocci, caso venha a ser solto.
Na ocasião, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção da prisão do ex-ministro e citou que a restrição de liberdade era necessária à garantia da ordem pública e “para fazer cessar a prática do crime de lavagem de dinheiro para a aplicação da lei penal”.
Palocci foi condenado a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em junho de 2017, por Moro.
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