Marília

Ex-secretário da Educação fala em “forças estranhas” na Prefeitura

(Foto: Reprodução)

O ex-secretário da Educação de Marília, Beto Cavallari, provocou polêmica nas redes sociais no último final de semana com uma publicação na qual diz que “forças estranhas” no governo Daniel Alonso (PSDB) vinham interferindo na realização de licitações.

As denúncias envolvem a compra de uniforme e do kit escolar – que não são entregues há dois anos para os alunos da rede pública, situação que vem sendo denunciada pelo Marília Notícia constantemente.

A publicação de Cavallari foi uma espécie de resposta a uma entrevista dada pelo atual secretário de Educação, Helter Bochi, na TV Sol, vinculada à família do prefeito.

“No canal de TV do prefeito, o Hebert disse que abriu a compra do uniforme escolar em fevereiro de 2018. Na verdade, tanto o processo de compra do uniforme quanto do kit escolar estavam determinados por forças estranhas para ser feitos pelo prédio, inclusive o memorial descritivo”, disse Cavallari.

Na manhã desta segunda-feira (3) o MN tentou falar com o ex-secretário por telefone para saber mais detalhes sobre as “forças estranhas” e sobre o “prédio” que ele cita, dando a entender que se trata do paço municipal. Ou seja, o gabinete do prefeito e seus principais conselheiros.

Cavallari, no entanto, disse que não comentaria sobre o assunto. Em sua publicação ele dá outras pistas sobre a influência de tais “forças estranhas”.

“Tentamos fazer diferente. O uniforme eu me neguei a fazer desse jeito! Sobre o kit escolar, por exemplo, o processo de compra que foi feito pela Secretaria de Educação em 2017 e estava pronto para ser pedido e entregue em fevereiro de 2018 não foi autorizada a sua conclusão pelo prédio”, escreveu o antigo chefe da pasta da Educação.

Ele continua, dizendo que as licitações em questão, “como não foram as forças estranhas que fizeram, mas a equipe de servidores públicos concursados da SME, junto ao Estado, essas forças estranhas não autorizaram pedir e entregar o kit logo em fevereiro de 2018. Eles queriam fazer tudo pelo prédio”.

O ex-chefe da pasta diz então que o atual secretário “não faz muita coisa senão assinar o que mandam pronto pra ele? Acho que sim. Patético. Um pateta! Correto? Transparência? #demagogia”.

A mensagem publicada por Cavallari termina falando sobre a CPI da carne estragada, que foi concluída recentemente e coloca a responsabilidade pela perda de sete toneladas de alimentos nele e no prefeito.

“Sobre a carne, quiseram aprontar pra mim, e agora o prefeito está enrolado nessa pataquada que as forças estranhas organizaram? Também acho que sim!”.

O Marília Notícia entrou em contato com a Prefeitura para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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